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Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 9 e 10.
Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia:
a - Esfregar pedras na paisagem.
b - Perder a inteligência das coisas para vê-las. (Colhida em Rimbaud)
c - Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se.
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g - Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos, teréns de rua e de música, cisco de olho, moscas de pensão...
h - Aprender a capinar com enxada cega.
i - Nos dias de lazer, compor um muro podre para os caramujos.
(BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p.148 e 149)
Considerando-se a forma com que se apresenta o texto, é correto depreender dele:
desencanto pessoal perante a constatação de uma realidade triste e imperfeita, incapaz de despertar emoções que conduzam à produção artística recriada por palavras que deem sentido a essa emotividade.
natureza instrutiva, no sentido de que é importante perceber a poesia em tudo aquilo que está à nossa volta e recriar esse universo, transfigurando-o e apresentando-o de modo particular.
avaliação depreciativa da criação artística de alguns poetas que, motivados geralmente por sentimentos de caráter pessoal, se distanciam da realidade, sempre passível de se transformar em poesia.
atitude desdenhosa em relação à pequenez de significado nas coisas do cotidiano que, muitas vezes, são tomadas como elementos poéticos, confundindo- se, dessa forma, realidade e imaginação.
posicionamento crítico contra aqueles que tentam criar poesia a partir de situações diárias e de objetos triviais, não condizentes com a criação poética, baseada principalmente na beleza e na perfeição.