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Assinale a alternativa cujo termo sublinhado na oração...

Texto 5 para responder às questões de 24 a 27.


Vogal átona

1 As palavras portuguesas que recebemos da tradição
e do contato dos primeiros civilizadores só aparentam certa
fidelidade na escrita. A prosódia, porém, é nossa e
4 inteiramente distinta e diversa do falar lusitano.
Esse matiz diferencial constitui o sotaque brasileiro
que lutou muito para ganhar independência e liberdade.
7 Conservamos ainda alguns nomes indígenas
deturpados pela prosódia europeia.
A língua dos índios não possuía, por exemplo, caso
10 de junção imediata de duas consoantes. Assim, dizia
Serigipe, Paranambuco. Os portugueses, desses nomes
fizeram, segundo a sua prosódia, Sergipe e Parnambuco ou
13 Pernambuco. Assim, é um caso de prosódia lusitana
Parnaíba em vez de Paranaíba.
São vestígios de prosódia europeia, que ainda
16 sobrevivem no uso corrente. Uns poucos de brasileirismos
acusam a intervenção europeia: crueira, traíra, gravatá, ou
graguatá, em lugar de curuera, taraíra, garauatá.
19 Não temos, na realidade, vogais átonas ou breves,
senão em raríssimos exemplos, e hoje não distinguimos os
valores prosódicos do o = u, e = quase i e o i breve de
22 pronúncia difícil.
O caso mais grave e sensível é o do tratamento da
vogal – e – que, quando átona, os brasileiros o sabem
25 pronunciar fielmente.
A vogal – e –, quando átona, isto é, não acentuada,
tem um som especial que se aproxima do – u – pronunciado
28 de modo surdo e muito breve. Compare-se a prosódia da
palavra pessoa nos dois países da língua comum. Nós
pronunciamos segundo a palavra escrita, ao passo que os
31 portugueses dizem pussôa ou p’ssoa, e dizem muito bem,
32 pois a língua é a deles.


Assinale a alternativa cujo termo sublinhado na oração apresenta a mesma circunstância do vocábulo destacado em “Conservamos ainda alguns nomes indígenas deturpados pela prosódia europeia” (linhas 7 e 8).



A

“Assim, é um caso de prosódia lusitana Parnaíba em vez de Paranaíba” (linhas 13 e 14).


B

“Uns poucos de brasileirismos acusam a intervenção europeia” (linhas 16 e 17).


C

“e hoje não distinguimos os valores prosódicos” (linhas 20 e 21).


D

“Não temos, na realidade, vogais átonas ou breves” (linha 19).


E

“os portugueses dizem pussôa ou p’ssoa, e dizem muito bem” (linhas 30 e 31).