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Quanto às regras de escrita, é correto afirmar que

Mortalidade renitente


Hélio Schwartsman


  1. Um bom jeito de conhecer um país é olhar para a forma como morrem suas
  2. crianças.
  3. Os dados do registro civil de 2010, recém-divulgados pelo IBGE, revelam
  4. bastante sobre o Brasil ao destrinchar as componentes temporais da mortalidade
  5. infantil, isto é, a proporção de óbitos que ocorre logo após o nascimento (entre zero e
  6. seis dias), no primeiro mês (de 7 a 27 dias) e no primeiro ano (de 28 a 364 dias).
  7. O Brasil fez importantes progressos nessa área. A taxa nacional de mortes de
  8. bebês despencou de 69 por mil em 1980 para 22 por mil em 2010: uma queda de 68%
  9. em 30 anos.
  10. Essa, contudo, foi a parte fácil. Quando se parte de índices altos, é possível
  11. obter melhoras significativas com iniciativas simples e que atinjam grandes
  12. contingentes, como oferecer água tratada e vacinas e fazer campanhas pelo aleitamento
  13. materno exclusivo. Essas medidas são eficazes para evitar doenças infecciosas, em
  14. especial diarreias, que causam baixas principalmente entre bebês com mais de um mês.
  15. Esses óbitos tardios ainda representam 32% das mortes no país.
  16. À medida, porém, que a situação evolui, fica mais difícil avançar com rapidez.
  17. Para fazê-lo, seria necessário reduzir as mortes precoces, que são geralmente
  18. provocadas por problemas no parto e anomalias congênitas. Evitá-las depende de ações
  19. individualizadas, que não raro exigem emprego de especialistas em unidades de terapia
  20. intensiva.
  21. Em países desenvolvidos, 90% dos óbitos infantis ocorrem entre o nascimento e
  22. o sexto dia. No Brasil, a proporção é de apenas 52%.
  23. O que chama a atenção nas estatísticas é que, mesmo nos Estados que mais
  24. reduziram a mortalidade infantil, como São Paulo, os óbitos tardios não dão sinais de
  25. arrefecer, permanecendo no patamar dos 30% desde o início da década. Isso significa
  26. que até nas unidades mais ricas há significativos bolsões de pobreza aos quais o Estado
  27. não chega.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/13404-mortalidade-renitente.shtml

Quanto às regras de escrita, é correto afirmar que


A

a crase é optativa na locução “à medida que” (linha 16).


B

o autor deveria ter usado a crase em “a parte” (linha 10).


C

o uso do hífen está incorreto em “recém-divulgados” (linha 3).


D

as palavras “estatística” (linha 23), “congênitas” (linha 18) e “possível” (linha 10) são acentuadas em razão da mesma regra.


E

as palavras “nascimento” (linha 5), “progressos” (linha 7) e “queda” (linha 8) apresentam dígrafo.