Imagem de fundo

Na passagem “(...Quem terá posto nome tão delicado quanto...

LEIA OS TEXTOS A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.

Texto 1 – questões 1 a 10.


Um pouco de gentileza

Ivan Ângelo

  1. Pessoas bem educadas pedem “por favor”. Assim aprendemos, assim
  2. muitos pais continuam a ensinar. A ideia prática por trás da polidez sempre foi
  3. esta: se você pede com bons modos, tem mais chance de conseguir o que quer.
  4. Funcionava.
  5. Em algum momento, que não consigo localizar no tempo exato da minha
  6. vivência, mas calculo que tenha sido pela metade dos anos 1960, o desrespeito,
  7. e logo a grosseria, e daí a pouco a arrogância, e já, já a truculência,
  8. contrabandeados da caserna para a vida civil e aprendidos em culturas de fora,
  9. instalaram-se nos modos do morador civilizado das nossas cidades, aquele que
  10. dava lugar no bonde às senhoras e aos mais velhos, dizia bom dia aos que
  11. passavam, pedia licença, não economizava o “por favor”, deixava entrar primeiro
  12. as damas, abria a porta do carro para a namorada, e tantas gentilezas extintas
  13. ou em extinção.
  14. Noto, circulando pela cidade, que há sinais de amabilidade por aí,
  15. uma cordialidade escrita. Pedidos e avisos delicados, dirigidos aos cidadãos
  16. passantes. Pode ser uma retomada, por que não? [...]
  17. Uma placa bem no centro do muro do estacionamento de uma farmácia
  18. na Pompeia: “Este estabelecimento cuida da sua saúde, portanto o aspecto de
  19. limpeza é muito importante. Por favor, não piche. Contamos com a sua
  20. colaboração”. O muro tem estado limpo de rabiscos nestes dois anos em que
  21. venho andando por lá a caminho da hidroginástica.
  22. Há quem junte humor e ironia ao pedido, sem perder a delicadeza. Em
  23. uma aréola na Pompeia (sabem o que é uma aréola? Eu também não sabia,
  24. excetuando o círculo destacado que enfeita os seios humanos. Pois aprendi que
  25. o pequeno ajardinado que circula o pé das árvores nas calçadas também se
  26. chama aréola. Quem terá posto nome tão delicado quanto apropriado ao
  27. jardinzinho?), então, eu dizia, em uma aréola na Pompeia, encontro fincada uma
  28. plaquinha com os dizeres: “Sr. Cão, favor não fazer suas necessidades neste
  29. local”.
  30. Bem perto dali, em um ajardinado que contorna um poste, fincaram um
  31. repique com nova dose de humor: “Sr. Cão, favor não deixar seu dono fazer xixi
  32. aqui”. No jardim em frente a um prédio nas Perdizes, mais um recado para os
  33. cães alfabetizados: “Senhor cão, cuidado, veneno para ratos”. [...]
  34. Em um posto de gasolina no Pari: “Senhor ladrão, favor passar outra
  35. hora. Seu colega já levou tudo”. Será que adianta?
  36. Até quem tem mais de 100 anos e boa memória se lembra do aviso nas
  37. casas do pequeno comércio de bairro: “Fiado, só amanhã”. Achávamos graça
  38. nessa habilidade com as palavras. Surgem novos arranjos hábeis sem perda de
  39. lhaneza: “Vendemos fiado pelo dobro do preço”; “Não vendo fiado nas
  40. segundas-feiras; nos outros dias, só a dinheiro”. [...]


Disponível em: <http://vejasp.abril.com.br/materia/ivan-angelo-um-pouco-de-gentileza-cronica>.

Acesso em: 19 ago. 2017.

Na passagem “(...Quem terá posto nome tão delicado quanto apropriado ao jardinzinho?) (l. 26 e 27), o adjetivo “delicado” foi flexionado no grau


A

comparativo de igualdade.


B

superlativo absoluto analítico.


C

comparativo de superioridade.


D

superlativo relativo de superioridade.