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A revolução dos velhos
Pode ser difícil de acreditar, mas muitas pesquisas mostram que quanto mais velhos somos, mais felizes podemos ser. As pesquisas questionam o pânico que os brasileiros têm de envelhecer, já que, para muitos, a velhice é a melhor fase da vida.
Há mais de dez anos venho pesquisando as representações, os medos e os significados do envelhecimento no Brasil. Atualmente, estou pesquisando homens e mulheres de mais de 90 anos.
O que aprendi de mais importante com os meus pesquisados?
Em primeiro lugar, a importância de dizer não. O principal ganho associado ao envelhecimento é a conquista da liberdade. Eles se libertaram da necessidade de agradar a todo mundo, da preocupação com a opinião dos outros, do medo de ser diferente.
Em seguida, a mudança de foco. Eles destacam a necessidade de colocar o foco na própria vontade. Mostraram que, quando mais jovens, sempre se colocaram em segundo plano e buscaram satisfazer os desejos dos filhos, cônjuges, pais e amigos. Mais velhos, e com a certeza de que o tempo é um bem precioso e não pode ser desperdiçado, perceberam que é preciso priorizar o tempo para cuidar da própria saúde e construir projetos de vida com significado e prazer.
Também descobri que a comparação produz infelicidade. Aprendi que não devo me comparar com (e também não invejar) mulheres mais jovens, mais bonitas, mais seguras, mais poderosas etc. Só a maturidade pode me dar a segurança necessária para “ser eu mesma” e não querer ser diferente do que sou. Descobri que devo investir muito mais nos meus pontos positivos, nas minhas qualidades, e aceitar com carinho (e com humor) os meus defeitos, faltas e imperfeições.
Aprendi a importância de rir mais de mim mesma e dos outros. Não levar tudo tão a sério e cultivar o bom humor. Muitos sofrimentos inúteis podem ser evitados com boas risadas. Descobri que posso resgatar a criança que ainda existe dentro de mim, brincar muito mais e ser muito mais feliz.
Com tudo o que aprendi nestes anos de pesquisas e reflexões sobre o envelhecimento, passei a repetir um mesmo mantra: “Velho é lindo! Viva a bela velhice!”
(Mirian Goldenberg. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/06/1781366-a-revolucao-dosvelhos.shtml.)
Em relação à classificação do sujeito, assinale a afirmativa correta.
“Também descobri que a comparação produz infelicidade.” (6º§) Em se tratando do verbo descobrir, o sujeito classifica-se como desinencial.
“Há mais de dez anos venho pesquisando as representações, os medos e os significados do envelhecimento no Brasil.” (2º§) Em relação ao verbo haver, o sujeito é oculto.
“Mostraram que, quando mais jovens, sempre se colocaram em segundo plano.” (5º§) Trata-se de oração sem sujeito, pois apresenta verbos na terceira pessoa do plural.
“As pesquisas questionam o pânico que os brasileiros têm de envelhecer,...” (1º§) – Pesquisas e brasileiros são classificados como sujeito composto dos verbos questionar e ter.