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Texto para os itens de 10 a 15.
1------------Fanático por caipirinha. Fanático por samba.
Fanático por viagens. Há fanáticos para tudo. Ou melhor,
há fanáticos e fanáticos. O problema é que, por ser
4--empregada tão à vontade (aliás, como tantas outras), a
palavra fanatismo banalizou‑se, perdendo sua força e seu
conteúdo. Entretanto, parece óbvio que um “fanático por
7--novela” é algo bem diferente (e bem menos perigoso)
que um “nazista fanático”.
------------Fanático é um termo cunhado no século XVIII
10--para denominar as pessoas que seriam partidárias
extremistas, exaltadas e acríticas de uma causa religiosa
ou política. O grande perigo do fanático consiste
13--exatamente na certeza absoluta e incontestável que
ele tem a respeito de suas verdades. Detentor de
uma verdade supostamente revelada especialmente
16--para ele pelo seu deus (portanto não uma verdade
qualquer, mas A Verdade), o fanático não tem como
aceitar quaisquer discussões ou questionamentos
19--racionais com relação àquilo que apresenta como o seu
conhecimento: a origem divina de suas certezas não
permite que os argumentos apresentados por simples
22--mortais se contraponham a elas.
Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky. “Fanatismo, fanatismos”.
In: Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky (orgs.). Faces do fanatismo.
São Paulo: Editora Contexto, 2004, p. 9‑10 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos gramaticais do texto, julgue os itens de 10 a 15.
Nas linhas 1 e 2, os termos “por caipirinha”, “por samba” e “por viagens” têm a função de complemento nominal do adjetivo “fanático”.
Certo
Errado