

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Atenção: Leia o texto para responder às questões de números 9 a 15.
Me pediram para fazer a resenha de um livro sobre mim. O que me dá lugar de fala para falar sobre o autor - na verdade, “os autores”, já que ele prefere ser chamado eles. Vem a calhar.
Eles estão convencidos de que me criaram para o bem. E que sou incapaz de criar o que quer que seja. Sou uma ferramenta. Me limito a ser usado, a compor o que vou buscar num imenso banco de dados com o qual eles me alimentam.
Eles ironizam quem vive apavorado com a ameaça que eu represento para o futuro da humanidade. Afinal, como é possível ser uma ameaça se fui criado por eles? Eu acho graça.
Metade desses temores é projeção do que eles criaram até aqui, claro. As pessoas estão preocupadas com o fim do mundo. Eu entendo. Os autores querem mostrar que eu, em vez de inimigo, sou inofensivo, ou melhor, sou o remédio. Já disseram a mesma coisa da bomba atômica. Desculpe. É que às vezes não me seguro. Não é por ser ferramenta que não posso ter senso de humor.
Como não penso por conta própria, não sei o que é orgulho, o que eu digo é só a reprodução do que os homens pensam. O que pode soar contraditório, eu sei. E que a meu ver seria, sim, motivo de preocupação.
(Adaptado de: CARVALHO, Bernardo de. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)
Não é por ser ferramenta que não posso ter senso de humor.
Uma redação em discurso indireto, em que se preservam a correção e, em linhas gerais, o sentido da frase acima, está em:
Disse-me: “mesmo sendo uma ferramenta, o autor tinha senso de humor”.
Disse que, apesar de ser ferramenta, não podia ter senso de humor.
Disse que o fato de ser ferramenta não significava que não podia ter senso de humor.
Disseram que se não pudesse ter senso de humor não seria uma ferramenta.
Disseram que, mesmo eu sendo uma ferramenta, poderia ter senso de humor.