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Considere as seguintes orações:1. Eu furtei a flor do...

O texto a seguir é referência para as questões 12 a 14.


Furto de flor


Carlos Drummond de Andrade


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo eu o autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


Andrade, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. Adaptado.

Considere as seguintes orações:


1. Eu furtei a flor do jardim.

2. Eu cuidei da flor, mas ela morreu.


Assinale a alternativa que integra coesa e coerentemente, sem alteração de sentido, essas orações num único período.


A

Apesar de eu ter cuidado da flor que furtei do jardim, ela morreu.


B

A flor que eu furtei do jardim morreu enquanto eu cuidava dela.


C

Eu cuidei da flor que morreu quando a furtei do jardim.


D

Mesmo furtando a flor do jardim, ela morreu depois que cuidei dela.


E

Eu cuidei da flor que furtei do jardim mesmo quando ela morreu.