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Para responder às questões de 01 a 04, leia o trecho a seguir, extraído das reflexões filosóficas do imperador Marco Aurélio (121 – 180 d.C.):
O homem deve levar em conta que, a cada dia, parte da sua vida se vai e que cada vez menos resta para ele, mas também que, mesmo que ele tenha uma longa vida, não se sabe se sua inteligência será como antes para lidar com seus negócios e para ter um vislumbre do conhecimento que tem como objetivo entender tanto as coisas humanas quanto as divinas. No início da decrepitude, a respiração, a alimentação, a imaginação, o impulso, entre outros atributos, não falharão. Entretanto, o autocontrole, o cumprimento de suas funções com exatidão, a capacidade de escrutinar que se apossa dos seus sentidos ou até de decidir quando é hora de parar, enfim, todos os poderes que exigem uma compreensão e um raciocínio bem treinados, serão nele extintos.
Deixa-o, então, estar ativo, não apenas porque a morte aproxima-se a cada dia, mas porque a compreensão e a inteligência com frequência nos abandonam antes de morrermos.
(Marco Aurélio, Meditações. Adaptado)
As palavras destacadas são hiperônimos que remetem a uma sequência de termos anteriores em:
“… entre outros atributos…” (1o parágrafo) e “… enfim, todos os poderes…” (1o parágrafo).
… entender tanto as coisas humanas quanto as divinas.” (1o parágrafo) e “… o cumprimento de suas funções…” (1o parágrafo).
“… exigem uma compreensão e um raciocínio bem treinados…” (1o parágrafo) e “… exigem uma compreensão…” (1o parágrafo).
“… não se sabe se sua inteligência será como antes…” (1o parágrafo) e “… para ter um vislumbre do conhecimento…” (1o parágrafo).
“… parte da sua vida se vai…” (1o parágrafo) e “… para lidar com negócios…” (1o parágrafo).