Questões de Concurso de Aspas - Língua Portuguesa

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Questão 1150158

Superior Tribunal Militar (STM) 2018

Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Revisão de Texto / Questão 2

Banca: Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB (CESPE/CEBRASPE)

Nível: Superior

Pode-se inferir da ausência de aspas e do estilo característico do texto que a passagem “Não esqueça os dois pacotes de leite (...) a partir do qual a vida vem da vida” (R. 9 a 13) é uma extrapolação imaginativa da autora a partir da carta escrita por Francis Crick a seu filho.

  • C. Certo
  • E. Errado

Questão 1063205

Prefeitura de Curitiba - PR 2019 (7ª edição)

Cargo: Agente Administrativo / Questão 3

Banca: Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (NC / UFPR)

Nível: Médio

Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:

1. As aspas usadas em “apenas uma teoria” e na palavra “ensinam” são usadas com a mesma finalidade.

2. Ao dizer que o darwinismo é mais do que “apenas uma teoria”, o autor quer dizer que, além de ser uma teoria, é também uma forma de prever o futuro.

3. Em “ensinam”, as aspas marcam o uso dessa palavra em sentido figurado.

Assinale a alternativa correta.

  • A. Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
  • B. Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
  • C. Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
  • D. Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  • E. As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

Questão 1107965

Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro - RJ (SME/RJ) 2019 (5ª edição)

Cargo: Professor de Educação Fundamental - Área Língua Portuguesa / Questão 24

Banca: Subsecretaria de Serviços Compartilhados

Nível: Superior

Considerar o seguinte texto para responder às questões 18 a 32.

Texto III: O que é uma língua?

A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedade padrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno
“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M. Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

No quarto parágrafo, o emprego das aspas produz o efeito de:

  • A.

    aproximar o enunciador da afirmação em questão

  • B.

    definir o momento em que o enunciado é proferido

  • C. sugerir o recurso consecutivo à narrativa
  • D.

    atribuir ao documento histórico a responsabilidade pelo que é dito

Questão 1120181

Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo - ES (SEJUS/ES) 2013

Cargo: Agente Penitenciário / Questão 7

Banca: Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP)

Nível: Médio

Leia o poema para responder às questões de números 03 a 08.



As aspas empregadas nos versos 8.º e 9.º servem para

  • A.

    indicar uma citação do autor.

  • B.

    explicar uma expressão.

  • C.

    salientar expressão de outra língua.

  • D.

    isolar falas de personagem do restante do texto.

  • E.

    intercalar ideia complementar ao texto.

Questão 1090723

Assembleia Legislativa do Maranhão - MA (ALE/MA) 2013 (2ª edição)

Cargo: Consultor Legislativo Especial - Direito Constitucional / Questão 5

Banca: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível: Superior

No primeiro parágrafo do texto aparecem entre aspas os vocábulos “apreendido” e “socioeducativas”. O motivo da utilização desses sinais gráficos é indicar que esses vocábulos

  • A.

    foram empregados em sentido figurado.

  • B.

    registram vocábulos empregados em relação a jovens infratores.

  • C.

    marcam a intenção textual de destacar termos importantes.

  • D.

    indicam a presença de um novo sentido aplicado a tais vocábulos.

  • E.

    criticam a linguagem empregada em caso de crimes contra jovens.

Questão 1077737

Universidade Federal de Goiás (UFG) 2017

Cargo: Analista de Tecnologia da Informação - Área Desenvolvimento de Sistemas / Questão 2

Banca: Universidade Federal do Goiás (UFGO)

Nível: Superior

No título e no primeiro parágrafo, a expressão “receitar livros” aparece entre aspas. O uso das aspas, nesse caso, se justifica porque
  • A. a previsibilidade semântica entre o verbo e o seu complemento é rompida.
  • B. o enunciador faz uma ironia por discordar da proposta apresentada.
  • C. a palavra “livros” representa elementos de um mundo com sentidos figurados.
  • D. o verbo “receitar” é polissêmico no contexto sintático em que aparece.

Questão 1074698

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 2016

Cargo: Assistente em Administração / Questão 4

Banca: COVEST Comissão de Processos Seletivos e Treinamentos (COVEST)

Nível:

Para compreender os sentidos de um texto, o leitor precisa estabelecer suas relações de sentido. Assinale a alternativa em que o segmento destacado com aspas duplas está coerentemente interpretado, tendo em vista o Texto 1.

  • A.

    A expressão “escorregadas feias” (1º parágrafo) equivale semanticamente a ‘erros sérios’.

  • B.

    O termo “engrenagens da história” (1º parágrafo) quer dizer ‘detalhes da história’.

  • C.

    Com “eventos históricos caóticos” (1º parágrafo), o autor quer dizer ‘acontecimentos históricos previsíveis’.

  • D.

    O segmento “empolgante ideologia religiosa” (4º parágrafo) equivale semanticamente a ‘envolvente narrativa religiosa’.

  • E.

    A expressão “pronta para exportação” (4º parágrafo) equivale semanticamente a ‘pronta para ser aceita’.

Questão 1087397

Polícia Civil do Rio de Janeiro - RJ (PC/RJ/RJ) 2009

Cargo: Técnico Policial de Necropsia / Questão 10

Banca: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível: Superior

“...e providências contra o que chamou de “abominável” tráfico humano.” (L.36-37).

A justificativa para o emprego das aspas no vocábulo sublinhado é a de que esse vocábulo:

  • A.

    está empregado fora de seu sentido habitual.

  • B.

    representa um uso inadequado em função de ser o Papa que o emprega.

  • C.

    recebe, com esses sinais, menos força expressiva.

  • D.

    merece destaque na argumentação do autor do texto.

  • E.

    é identificado como uma citação do Papa.

Questão 1098911

Tribunal de Justiça de Sergipe  - SE (TJ/SE/SE) 2009

Cargo: Técnico Judiciário / Questão 15

Banca: Fundação Carlos Chagas (FCC)

Nível: Médio

Em relação ao emprego das aspas no texto, é correto afirmar que

  • A.

    assinalam frases tomadas de empréstimo pelo governador, nos três casos.

  • B.

    apontam citações literárias dentro de um discurso coloquial, feito para correligionários.

  • C.

    em todos os exemplos indicam a fala de uma personagem alheia ao contexto.

  • D.

    indicam falas da personagem no 1ª e 3ª exemplos, e citação alheia, no 2ª.

  • E.

    isolam slogans do governo estadual, na forma de ações efetivas a serem tomadas.

Questão 1108467

Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ (UNIRIO/RJ) 2014

Cargo: Auxiliar de Enfermagem / Questão 41

Banca: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)

Nível: Médio

Demarcação das Terras Indígenas

O Instituto Socioambiental (ISA) vem alertando para a lentidão na demarcação das terras indígenas e para o baixo grau de efetividade nos processos de consulta aos grupos cujas terras estão sujeitas ao impacto de grandes obras públicas.

Nos governos eleitos sob a égide da Constituição de 1988, foram identificados e demarcados cerca de dois terços das terras indígenas. Grandes batalhas foram travadas e o reconhecimento das terras avançou de forma desigual.

Hoje, a maior parte dos conflitos está no Sul, Sudeste, Nordeste e em Mato Grosso do Sul, na metade não amazônica do país, onde vivem 40% da população indígena em 1,5% da extensão total das terras dos índios. Nessa metade se concentrou o processo de colonização e é onde estão 85% da população brasileira. A aplicação do artigo 231 da Constituição resultaria no reconhecimento de terras indígenas em extensão suficiente para garantir a reprodução física e cultural de seus ocupantes. Já há e ainda haverá situações em que sua aplicação não será suficiente para prover terras em extensão mínima que garanta a sobrevivência e a reprodução cultural de grupos específicos. Não faz sentido desprover de direitos as pessoas que dispõem de títulos legítimos e às quais não se pode atribuir responsabilidades por políticas impostas aos índios no passado pela União ou pelos estados.

Assim como na Amazônia, também é maior a extensão das propriedades, dos assentamentos, das unidades de conservação ou de áreas destinadas à defesa nacional.

No resto do país, diante do denso processo de ocupação econômica e demográfica, o reconhecimento de terras indígenas enfrentou mais dificuldades, assim como tende a afetar mais pessoas e interesses econômicos. Pior ficou a situação de povos, como os Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul, que permaneceram invisíveis ao Estado brasileiro por longo tempo, sendo que hoje se sabe tratar-se da mais populosa etnia no Brasil, mas que não dispõe de terras nem sequer na dimensão destinada aos assentados da reforma agrária.

Há equívoco quando é advogada a revisão pela Embrapa dos laudos antropológicos que embasam as demarcações. O critério de “produtividade”, evocado para excluir áreas com potencial produtivo dos limites das terras a serem demarcados, além de inconstitucional e discriminatório, deixaria a Embrapa na situação de ter que responder, judicialmente, por prejuízos causados aos índios.

Pior ainda é a iniciativa da bancada ruralista, que pretende emendar a Constituição para exigir a homologação das terras pelo Congresso, que tem exercido com dificuldade a sua função legislativa e não teria como produzir juízo técnico sobre a destinação de terras, tarefa típica do Executivo. O resultado seria a paralisação das demarcações e a transferência das decisões para o Congresso.

Nos casos em que a aplicação do artigo 231 forem insuficientes, como é o caso dos Guarani-Kayowá, uma solução justa e legal é a desapropriação de áreas, indenizando-se os proprietários pelo valor das terras, o que poderá representar um custo menor do que suportar processos conflitivos, com recurso à violência ou à justiça e com resultados menos efetivos para todos.

Não é preciso burocratizar o procedimento administrativo para a demarcação, que já foi juridicamente saneado em 1996. É preciso dotar a Funai de instrumentos para desapropriar e indenizar com presteza com títulos de efetivo valor (como os títulos da dívida agrária), para enfrentar situações específicas que geram conflitos e perpetuam injustiças.

O bater de cabeças entre ministros e parlamentares não resolve a questão. Cabe ao ministro da Justiça a responsabilidade de retomar o processo demarcatório, provendo os instrumentos para que a União conclua, de forma ágil e justa, o resgate de direitos que se espera há 25 anos.

Márcio Santilli. O Globo Amanhã. P.29 28-05-2013. ( Adaptado)

O uso de aspas no sintagma critério de “produtividade”, 6º parágrafo, denota quanto à intenção comunicativa do enunciador,

  • A. fixação repetitiva.
  • B. associação enfática.
  • C. posicionamento crítico.
  • D. marca de coloquialidade.
  • E. relativização do ponto de vista.