Questões de Concurso de Linguagem e Comunicação - Língua Portuguesa

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Questão 1144484

Ministério Público do Rio de Janeiro - RJ (MPE/RJ) 2019

Cargo: Técnico do Ministério Público - Área Administrativa / Questão 26

Banca: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível: Médio

Texto 5 


 “No Paquistão, quando sou proibida de ir à escola, compreendo o quão importante é a educação. A educação é o poder das mulheres. (....) Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciados”. É assim que a pequena notável enxerga o horizonte e – por meio das novas tecnologias – pôde fazer ecoar sua voz. 

Educação é um ato político, e se é na sociedade (seja física ou digital) o nascedouro de faíscas de perspectivas para um mundo mais igualitário, a escola deve ser o seu maior berçário.

Empoderamento educacional, Ivan Aguirra 



Quando escrevemos, usamos linguagem lógica e linguagem figurada; o vocábulo ou segmento abaixo (texto 5) que representa a linguagem lógica é:
  • A.

    nascedouro;

  • B.

    faíscas;

  • C.

    berçário;

  • D.

    tecnologias;

  • E.

    horizonte.

Questão 1134165

Conselho Regional de Contabilidade do Ceará - CE (CRC/CE) 2017

Cargo: Auxiliar Administrativo / Questão 2

Banca: Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB)

Nível: Médio

Com relação às função comunicativa de linguagem, pode-se afirmar que o texto possui predominância:

  • A. Poética
  • B. Fática
  • C. Emotiva
  • D. Nenhuma das alternativas anteriores

Questão 1064670

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - PB (IF/PB) 2019 (3ª edição)

Cargo: Administrador / Questão 19

Banca: Intituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN)

Nível: Superior

Com base em seus conhecimentos sobre funções comunicativas da linguagem, pode-se afirmar que o TEXTO II procura estabelecer com o TEXTO I a relação de
  • A. metalinguagem e referenciação.
  • B. poeticidade e paráfrase.
  • C. interdiscursividade e refutação.
  • D. hiponímia e espacialização.
  • E. hiperonímia e metaforização.

Questão 1129340

Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro - RJ (SMS/RJ) 2019 (3ª edição)

Cargo: Agente de Documentação Médica / Questão 9

Banca: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ

Nível: Fundamental

TEXTO: Seu garçom, faça o favor Mesmo que o amemos com paixão, o Brasil é um país pouco fácil de se elogiar. Os tolos sempre acreditaram no marketing que nos vende como um paraíso tropical, onde tudo é belo e prazeroso, onde não há conflitos a encarar. Já os mais espertos perceberam a falácia do país da cordialidade e do risonho rosto ao sol, e protestam contra nossas dificuldades, das mais fundamentais às mais prosaicas, para o exercício do amor. O mestre Antônio Vieira, por exemplo, reclamava de nossos mosquitos que não paravam de picá-lo; assim como dom João VI ordenou a mudança para o Rio de Janeiro, porque não aguentava mais o mau cheiro nas ruas da Bahia. 

Hoje, parte de nós, ao comentar o que somos, exerce uma lógica peculiar e muito original do que podemos chamar de “cultura de botequim”, que domina a cultura brasileira em geral, depois de longo silêncio cuidadoso de desvalorização e de vergonha do que podíamos ser. Ou vir a ser.

A cultura de botequim se manifesta através de outra especialidade nacional, a “conversa de botequim”, à qual se dedicaram, com diferentes posturas e valores, poetas, romancistas e pensadores, sobretudo cariocas. Entre eles, Noel Rosa pode ser considerado o pai da expressão. Grandes artistas nos fizeram conhecer bem esse mundo, em outros momentos do país. Pois, como toda criação dessa natureza, a cultura de botequim se transforma no tempo, conforme o que acontece e a influência do lado de fora do botequim. 

A conversa de botequim se caracteriza pela irresponsabilidade tóxica de seus praticantes, pela impertinência com que tratam assuntos pertinentes. No botequim, não se pensa duas vezes ao preferir a piada à verdade sem graça. Ninguém vacila em inventar um argumento falso para justificar o que pretende afirmar. Não se dá crédito ao que não serve para impor uma razão pouco razoável. Ganhar a discussão é a prioridade, mesmo que não se saiba o que está certo ou errado, que não se dê muita importância à vitória. Mesmo que estejamos a espremer uma barata na sola do sapato, faremos isso porque é assim que se faz no mundo real dos heróis. Com um sorriso nos lábios, ainda que disfarçadamente triste. 

No botequim, o valor de quem fala mais alto, de preferência aos gritos, será sempre superior ao de quem é capaz de raciocinar sem muito escândalo. No botequim, o que vale mesmo é o tapa lerdo nas costas e o sucesso junto a um público que busca diversão na absoluta normalidade. O botequim é, antes de tudo, o lugar de seres normais; dos que serão sempre de um só jeito, os que não querem surpreender e não se surpreenderão. O lugar da paz conquistada pela ignorância. [...] 

Hoje, mais do que nunca, o cara no botequim é um machista que cospe no chão, a cultivar linguagem vagabunda e misógina como suprema demonstração de poder e grandeza. Ele não admite mulheres no botequim, porque elas só existem para serem usadas e injuriadas de diferentes modos. A mulher do outro será sempre mais passada, além de suspeita; enquanto a nossa, uma bênção de perfeição e virtude. A conversa de botequim não admite autocrítica, nem revisão da qualidade de matrimônios desgastados. [...] 


Cacá Diegues. In: O Globo, 02/09/2019. ADAPTADO. Disponível em: https://oglobo.globo.com/ opiniao/seu-garcom-faca-favor-23918701. Acesso em 02/09/2019.

É empregada uma palavra típica da linguagem coloquial e informal no seguinte trecho:

  • A.

    a cultura de botequim se transforma no tempo, conforme o que acontece

  • B.

    No botequim, não se pensa duas vezes ao preferir a piada à verdade

  • C.

    reclamava de nossos mosquitos que não paravam de picá-lo

  • D.

    Hoje, mais do que nunca, o cara no botequim é um machista.

Questão 1129704

Prefeitura Municipal de Maragogi - AL - AL (Prefeitura Municipal/AL) 2019

Cargo: Agente de Fiscalização de Trânsito / Questão 12

Banca: Instituto de Desenvolvimento Humano e Tecnológico (IDHTec)

Nível: Médio

O que provoca o humor no texto?
  • A.

    O pizzaiolo ficar orgulhoso ao usar o termo em inglês e não saber que significa o mesmo que em português.

  • B.

    O pizzaiolo responde com uma palavra na língua inglesa e se irrita quando perde a venda, pois o cliente não entende inglês.

  • C.

    A expressão facial dos personagens quando um não consegue entender o outro.

  • D.

    O personagem ter ligado para uma pizzaria estrangeira.

  • E.

    O fato de que o vendedor não fala português nem o cliente fala inglês.

Questão 1129561

Prefeitura Municipal de Maragogi - AL - AL (Prefeitura Municipal/AL) 2019

Cargo: Professor de Português / Questão 18

Banca: Instituto de Desenvolvimento Humano e Tecnológico (IDHTec)

Nível: Superior

“Não se deixa de admitir que a língua seja um sistema simbólico (ela é sistemática e constitui-se de um conjunto de símbolos ordenados), contudo ela é tomada como uma atividade sociointerativa desenvolvida em contextos comunicativos historicamente situados.” (MARCUSCHI, 2008, p.61).

É a condição do sentido do discurso, da linguagem.

  • A. Vocalização
  • B. Língua
  • C. Linguagem
  • D. Dialogismo
  • E. Fala

Questão 1129578

Prefeitura Municipal de Maragogi - AL - AL (Prefeitura Municipal/AL) 2019

Cargo: Professor de Português / Questão 26

Banca: Instituto de Desenvolvimento Humano e Tecnológico (IDHTec)

Nível: Superior

A oralidade está presente nas leituras de texto feitas pelo professor, seja para interpretar textos, seja para letrar; deve estar presente também nas leituras de texto feitas pelos alunos, nas quais vários aspectos ganham importância, como:

  • A. Gramática internalizada.
  • B. Entonação e sinais de pontuação.
  • C. Pronúncia correta e percepção da gramática.
  • D. Sintagma verbal na função de predicado.
  • E. Ritmo e produção escrita posterior.

Questão 1129579

Prefeitura Municipal de Maragogi - AL - AL (Prefeitura Municipal/AL) 2019

Cargo: Professor de Português / Questão 27

Banca: Instituto de Desenvolvimento Humano e Tecnológico (IDHTec)

Nível: Superior

Há situações em que a expressão oral exige a apropriação de falas padronizadas. É o caso da discussão em grupo e do seminário englobados no grupo dos:

  • A. Gêneros orais escolares
  • B. Gêneros orais internos
  • C. Gêneros orais públicos
  • D. Gêneros orais escritos
  • E. Gêneros orais predefinidos

Questão 1133533

Prefeitura de Farroupilha - RS 2018

Cargo: Engenheiro Civil / Questão 3

Banca: Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB)

Nível: Superior

TEXTO I

Eloquência Singular

Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:

— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...

O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:

— Não sou daqueles que...

Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa?

— ele que tão facilmente caia nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:

— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...

Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.

— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...

Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:

— Não sou daqueles que...

Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:

— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...

Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:

— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.

Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:

— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...

Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:

— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.

A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...

— Como?

Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:

— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.

Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.

— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.

— Eu? Mas eu não disse nada...

— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.

O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.

— Que é que você acha? — cochichou um.

— Acho que vai para o singular.

— Pois eu não: para o plural, é lógico.

O orador seguia na sua luta:

— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...

Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...

— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.

— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...

E entrava por novos desvios:

— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...

O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:

— Senhor Presidente, meus nobres colegas!

Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito de desfechou:

— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.

Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.

Fernando Sabino

Ao analisar a crônica de Sabino, percebe-se que ela foi construída, predominantemente, a partir a função de linguagem:

  • A. Emotiva.
  • B. Conativa.
  • C. Fática.
  • D. Referencial.
  • E. Metalinguística.

Questão 1113101

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - PB (IF/PB) 2019

Cargo: Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Área: Língua Portuguesa/Libras / Questão 23

Banca: Intituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN)

Nível: Superior

Um dos pressupostos basilares da Linguística Textual atual é o de que o ensino-aprendizagem da língua portuguesa deve ser fundamentado textualmente, ou seja, explorando gêneros textuais orais e escritos. Com base na teoria dos gêneros proposta por Dolz e Schneuwly (2004), é correto afirmar que o estudo de uma língua deve assumir um caráter

  • A.

    sociocognitivo-interacionista.

  • B.

    estruturalista.

  • C.

    transfrástico.

  • D.

    sintático.

  • E.

    semântico.