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O eu lírico sugere, em “Cavador do infinito” que a alma ao...

Cavador do infinito


Com a lâmpada do Sonho desce aflito
E sobe aos mundos mais imponderáveis,
Vai abafando as queixas implacáveis,
Da alma o profundo e soluçado grito.

Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito
Sente, em redor, nos astros inefáveis.
Cava nas fundas eras insondáveis
O cavador do trágico Infinito.

E quanto mais pelo Infinito cava
Mais o Infinito se transforma em lava
E o cavador se perde nas distâncias...

Alto levanta a lâmpada do Sonho
com seu vulto pálido e tristonho
Cava os abismos das eternas ânsias!
(Cruz e Sousa )

O eu lírico sugere, em “Cavador do infinito” que a alma ao se desvencilhar do corpo físico:


A

leva consigo todas as ânsias, desejos, aflições e apegos do mundo físico


B

leva consigo todas as lâmpadas que puder carregar, pois tem medo do escuro


C

leva consigo as alegrias dos astros inefáveis


D

leva consigo seu grito de alegria por conhecer novos astros


E

leva consigo a palidez própria da morte e conforto de encontrar sua morada eterna