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No quarto parágrafo, o sentido expresso pela conjunção...

Leia o texto para responder às questões de números 03 a 09.

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Onda de sarampo

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para um surto planetário de sarampo, com epidemias devastadoras em algumas regiões. Em 2018, 140 mil pessoas morreram, a maioria bebês e crianças com menos de cinco anos, os mais vulneráveis à infecção. Os que escapam à morte sofrem alto risco de complicações, incluindo pneumonia, encefalite e deficiências vitalícias, como lesão cerebral permanente, cegueira ou surdez. O vírus pode ainda danificar a memória do sistema imunológico por meses ou mesmo anos, tornando os sobreviventes vulneráveis a outras doenças letais, como influenza ou diarreia aguda.

Os impactos mais devastadores da crise ocorreram na África negra, onde os índices de vacinação são baixíssimos. Mas seria um erro circunscrever essa crise ao subdesenvolvimento. Os Estados Unidos reportaram o maior número de incidências em 25 anos, e quatro países europeus – Reino Unido, Albânia, República Checa e Grécia – perderam seu status de países livres do sarampo. No Brasil, o vírus foi reintroduzido em 2018, sobretudo na Região Norte, infectando 10.326 pessoas e matando 12.

O surto global está longe de ser controlado. Ao contrário. Estimativas parciais da OMS, colhidas até meados de novembro, sugerem que as incidências triplicaram em 2019. O quadro é especialmente alarmante porque não decorre apenas de dificuldades de acesso ou de mera ignorância em relação à rotina de vacinação, mas de uma onda obscurantista materializada em campanhas antivacinação que se alastram por todo o mundo.

Em Samoa, por exemplo, os índices de vacinação caíram de 90% em 2013 para 31% em 2018. O resultado é uma epidemia arrasadora que levou a 4 mil infecções e 60 mortes em um país de apenas 200 mil pessoas. A catástrofe é uma evidência dos riscos da propaganda antivacinação, já que a epidemia foi provavelmente originada na Nova Zelândia, onde vivem muitos samoanos, e depois se espalhou para a vizinha Fiji. Como esses dois países têm bons índices de vacinação, as incidências foram mínimas.

No mundo inteiro, movimentos populistas de variadas estirpes têm disseminado o ceticismo contra as vacinas como um dos ingredientes de seu pacote de desconfianças em relação às autoridades e às “elites” – sejam elas médicos, cientistas ou gestores públicos. Matteo Salvini, líder da Liga italiana, já classificou as vacinas de “inúteis e em muitos casos perigosas”. Assim como Marine Le Pen, na França, ou Heinz-Christian Strache, na Áustria, ele tem advogado contra a vacinação obrigatória em nome da “escolha dos pais”.

Entre os maiores equívocos em relação à vacinação, a OMS aponta convicções fraudulentas como a de que vacinas causam enfermidades e efeitos colaterais danosos; que a maioria das pessoas infectadas foi vacinada; ou que em países onde determinada doença foi eliminada a vacinação é obsoleta. Enquanto não for criada uma vacina contra a estupidez, cada um precisa fazer a sua parte para imunizar a sua própria cabeça e a de seus próximos contra a antivacinação que, ao que tudo indica, será uma das pragas mais letais do mundo nos próximos anos.

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(“Onda de sarampo”. https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)

No quarto parágrafo, o sentido expresso pela conjunção destacada em “A catástrofe é uma evidência dos riscos da propaganda antivacinação, já que a epidemia foi provavelmente originada na Nova Zelândia...” é o mesmo que se constata no trecho:


A

... incluindo pneumonia, encefalite e deficiências vitalícias, como lesão cerebral permanente, cegueira ou surdez. (1o parágrafo)


B

“Como esses dois países têm bons índices de vacinação, as incidências foram mínimas.” (4o parágrafo)


C

... movimentos populistas de variadas estirpes têm disseminado o ceticismo contra as vacinas como um dos ingredientes de seu pacote de desconfianças... (5o parágrafo)


D

Assim como Marine Le Pen, na França, ou Heinz-Christian Strache, na Áustria, ele tem advogado contra a vacinação obrigatória... (5o parágrafo)


E

... a OMS aponta convicções fraudulentas como a de que vacinas causam enfermidades e efeitos colaterais danosos... (6o parágrafo)