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Observe:

A crase configura-se como um elemento gráfico que representa um aspecto sintático relacionado ao encontro da preposição (por convenções de regência) e dos artigos femininos de singular e plural (que acompanham os substantivos femininos na sentença) e não pode ser confundida com acentuação, pois não há nada em sua aplicação que destaque variações de tonicidade em relação às palavras em si. No entanto, é curioso que é possível reconhecer significações diferentes dos enunciados em alguns exemplos excepcionais de enunciados, como é o caso da tirinha cômica acima. As expressões „à espera do rato‟ e „a espera do rato‟ divergem, sob a perspectiva da gramática do português, porque:
''À espera‟ é uma expressão adverbial no feminino é pressupõe a ideia de que os gatos estavam esperando o rato sair do buraco ao passo que ‘a espera’, na segunda oração, é o sujeito da oração.
À espera’ e ‘a espera‟ são casos em que o emprego da crase é facultativo e as duas sentenças configuram-se como frases nominais, sem a necessidade de considerar a regência do verbo.
Ambos os exemplos se aproveitam da locução verbal implícita no contexto que se exprime na locução „os gatos estavam esperando o rato‟ e a crase, em função disso, seria obrigatória.
Nenhuma das alternativas.