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O substantivo “ferramentas” (6o parágrafo) e a forma verbal...

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 14.


Projeto diminui o uso de drogas entre jovens

na Islândia através do esporte


“Se você praticar esportes durante a infância e a adolescência, provavelmente vai ser bom. Se não, pelo menos se salvará da dependência de substâncias químicas. O que poderia ser melhor do que isso?”

Com certa dose de humor, é assim que a pesquisadora Inga Dora resume um dos motivos de a Islândia ter conseguido, recentemente, resultados importantes em competições esportivas: um programa para combater o uso de drogas.

A iniciativa, hoje chamada Planet Youth, começou em 1997, quando um grupo de pesquisadores percebeu que a tradicional estratégia de ensinar às crianças que as drogas fazem mal à saúde não estava funcionando.

O grupo iniciou estudos para entender os fatores que contribuíam para o consumo de entorpecentes. Desenvolveu estratégias com foco em pequenas comunidades, integrando crianças em atividades coletivas.

“Se você perguntar a uma criança de 7 anos o que ela quer ser quando crescer, ela dirá professor, piloto, bombeiro. Não “usuário de drogas”. Atualmente, aqui os jovens de 18 anos bebem menos que os de 15 bebiam há 20 anos. Isso porque nós conseguimos retardar o momento em que eles tomam o primeiro gole”, diz Inga Dora.

O grupo descobriu que o esporte é uma das ferramentas mais eficientes. Inclusive com efeito especialmente positivo em crianças que convivem em ambiente familiar violento – fato diretamente relacionado ao uso de substâncias.

Paulo Silveira, do Observatório das Adicções*, explica que a chave está na compreensão de que a dependência não é química, mas causada por fatores sociais. Cita como exemplo a pesquisa que descobriu que, dos soldados dos EUA que consumiam heroína no Vietnã, apenas 12,3% tiveram dificuldade em parar de usar a droga após voltar para casa; 4% desses militares tiveram problemas para interromper o consumo, mesmo com ajuda profissional.

A questão, diz Silveira, é integrar o indivíduo à sociedade. “O esporte funciona, primeiro, porque ele trabalha com todas as idades e todos os indivíduos. Ele integra o indivíduo no seu coletivo e reproduz a própria vida, com regras, com reconhecimento do desempenho individual ao mesmo tempo que o indivíduo funciona em seu coletivo”, diz.

É importante lembrar que o foco do programa é o combate às drogas, não o esporte. O segredo, explica Silveira, é criar espaços de prática esportiva que fujam da ideia dos clubes privados e se aproximem do conceito de escola cidadã de Paulo Freire.

“São escolas que deixam de ter como função exclusiva a transmissão de conhecimento para ter um sentido de aglutinação da sociedade, em que a comunidade que frequenta a escola vai discutir seus problemas e elaborar soluções”, diz.


(Folha de S. Paulo, 7 de novembro de 2021. Adaptado)


*Adicções: obsessão compulsiva para consumir qualquer tipo de droga que modifique nosso comportamento, atitudes e relacionamentos sociais.

O substantivo “ferramentas” (6o parágrafo) e a forma verbal “integrando” (4o parágrafo), no contexto em que se inserem, têm como sinônimo e antônimo, respectivamente:


A

equipamentos; introduzindo.


B

aparelhos; incluindo.


C

acessórios; participando.


D

expedientes; discriminando.


E

mecanismos; excluindo.