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Texto I
- Liza, você conhece o significado da palavra “férias”?
- Já disse que não gosto de gracejos de manhã.
- Conhece ou não, Liza?
- Claro que conheço. Não me tome por uma tola.
- E o que significa?
- Afastar-se para descansar no mar e na praia. E agora suma daqui com as suas tolices, Samuel.
- Não posso imaginar como conhece a palavra.
- Não quer dizer logo o que está pensando? Por que eu não deveria conhecê-la?
- Alguma vez já tirou férias, Liza?
- Ora, eu...
Ela parou de falar.
- Em cinquenta anos, alguma vez já teve férias, minha pequena e tola esposa?
(John Steinbeck. A leste do éden. São Paulo: Círculo do Livro, s.d. p. 309-10)
Em “Não me tome por uma tola.”, pode ser feito o seguinte comentário correto sobre a posição do pronome oblíquo átono:
a posição proclítica justifica-se pela presença de um termo atrativo.
deveria estar em ênclise, que é a posição mais usual de tais pronomes na Língua.
poderia estar em ênclise em função da contração que segue o verbo.
aceitaria a mesóclise caso a intenção fosse aumentar o grau de formalidade.