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As palavras parônimas são aquelas que apresentam a grafia e...

Avanço tecnológico exige capacitação e muda forma de trabalho do servidor público

Emerson Vicente

§1º O serviço público entrou de vez na transformação digital na última década. O processo foi ainda mais agilizado com a

pandemia, criando uma virtualização obrigatória. E, dentro desse processo, a capacitação do profissional público passou a

ser tão essencial quanto as novas tecnologias voltadas para as políticas públicas.

§2º "Quando se fala em tecnologia, em uma agenda de transformação digital, muitas vezes, caímos na falácia e no erro de

pensar só em equipamentos, em tecnologia. Mas essa agenda de inovação e transformação digital começa por pessoas", diz

Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP (Centro de Liderança Pública).

§3º "Essa agenda é como se fosse uma cebola, com camadas, e o núcleo da cebola são pessoas. Precisamos de gente bem

preparada, que entenda do negócio, para que, num segundo momento, essas pessoas, conhecendo as necessidades do

setor público, as demandas sociais, desenhem processos. A partir disso, vem a última camada, que é a tecnologia", afirma.

§4º Para Virgílio Almeida, professor do departamento de ciência da computação da UFMG (Universidade Federal de Minas

Gerais), é cada vez mais necessário que o setor público conte com servidores que conheçam e saibam trabalhar com a

ciência de dados e também com a inteligência artificial, que cresce em ritmo acelerado.

§5º "O governo precisa treinar, capacitar os servidores públicos, não só os que trabalham com o dia a dia, mas também os que

estão em posições estratégicas, em altos cargos. Precisa trazer esse mindset de dados, de inteligência artificial, para tornar

o serviço público melhor, mais efetivo", diz o professor.

§6º Hoje, o governo federal, por meio da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), tem desenvolvido cursos em busca

do aperfeiçoamento de competências e habilidades do servidor. Essa necessidade cresceu com a pandemia.

§7º "Quando você pensa no dia a dia do servidor, a pandemia teve o papel de trazer o novo mundo. A gente tinha o mundo semi

informatizado na repartição, foi jogado para o mundo virtual e todo mundo teve que aprender", diz Roberto Pojo, secretário

de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

§8º A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) conta com programas voltados a profissionais da rede pública e também

àqueles da rede privada, que, muitas vezes, atendem pelo SUS.

§9º "Hoje em dia a gente não consegue mais falar em saúde fora do digital. Sempre vai ter um prontuário eletrônico, um exame

que está dentro de um banco de dados, a carteira de vacinação digital, o ConectSUS [aplicativo que registra toda a trajetória

do usuário no SUS], já existe toda essa cultura", diz Claudia Galindo Novoa, coordenadora do Núcleo Estadual Telessaúde

São Paulo da Unifesp.

§10º "Estamos ajudando esse profissional que entra a continuar sendo treinado, e aquele que já está no serviço público, que,

talvez, não tenha entrado de uma forma já digital, que não fique para trás", declara.

§11º Além da capacitação, também há modelos de programas voltados à gestão do funcionário dentro do serviço público. O

Estado promove um modelo de acompanhamento em que o servidor possa apresentar melhores resultados, por meio do

programa de gestão de pessoal. Ele foi criado em 2015 e tem passado por aprimoramento, segundo Pojo.

§12º A carioca Tânia Scaffa e Adura, 48, moradora da zona sul de São Paulo, é servidora da Receita Federal desde 2004. Tem

trabalhado em home office desde o início da pandemia, e diz estar adaptada com o programa de gestão.

§13º "Tem algumas regras que precisam ser seguidas. Além de trabalhar as 40 horas semanais, a gente também tem uma meta.

Fiz um programa de gestão para o ano inteiro. Todo final de mês há um fechamento desse programa para ver se

completaram as horas que tem que trabalhar e os processos que tem que fazer", diz a servidora. Ela poderia voltar ao prédio

da Receita com o fim do isolamento, mas teve a opção de continuar o trabalho em casa, onde entende ter melhor

desempenho.

§14º Outro ponto discutido dentro do avanço das novas tecnologias é o quanto a automação vai afetar no preenchimento de

vagas dentro do serviço público.

§15º "A adoção da tecnologia sempre vai ter um impacto na força de trabalho, não tem como fugir disso. Vale tanto para o setor

privado quanto para o público. A obsolescência é cada vez mais rápida. Ainda tem na administração pessoas que foram

contratadas para serem datilógrafas, ascensoristas. Demoraram 20 anos para entrar em obsolescência. Hoje o ciclo é

menor", diz Pojo.

§16º Segundo o professor Virgílio Almeida, muitos servidores que ingressam hoje no serviço público já têm a questão digital como

parte das suas capacidades de cognição, de execução do trabalho. Mas há uma geração de servidores mais antigos, que

poderiam ser chamados de ‘não digitais’.

§17º "A transformação digital tem inúmeras vantagens, mas pode ter efeitos indesejados, como a exclusão, o desemprego, mas

tudo isso tem que ser trabalhado por meio de políticas públicas. O governo deve buscar a automação, mas uma automação

que tenha um impacto positivo, seja na inclusão, no emprego", diz o professor.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/02/avanco-tecnologico-exige-capacitacao-e-muda-forma-de-trabalho-doservidor-publico.shtml. Acesso em 15 de mar. de 2023. [Adaptado].

As palavras parônimas são aquelas que apresentam a grafia e a pronúncia semelhantes, contudo diferem no sentido.

Assinale a alternativa em que um dos parônimos grifados está INCORRETAMENTE empregado:


A

A taxa de inflação no Brasil em 2022 foi menor que a acumulada no ano de 2021.


B

É preciso que medidas educativas sejam adotadas para se evitar a infração no trânsito.


C

Por meio do mandato de prisão, o cidadão é obrigado a cumprir o que a justiça determina.


D

O mandato do Presidente da República no nosso país é de quatro anos, com possibilidade de reeleição consecutiva.