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De caráter profético, o poema abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, jamais publicado, faz referência à exploração de minérios no Brasil e suas consequências sociais:
LIRA ITABIRANA
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
III
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Pode-se observar, dentre os versos, os verbos SER, EXPORTAR e DISFARÇAR. Considerando a conjugação na qual tais verbos se encontram no texto, assinale a alternativa INCORRETA:
No particípio passado, os verbos "ser", "exportar" e "disfarçar", seriam, respectivamente, "sido", "exportado" e "disfarçado".
Os verbos "exportar" e "disfarçar", na forma em que encontram-se no texto, estão conjugados no presente do indicativo.
No verso "Ai, antes fosse", o verbo está conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Se conjugados no pretérito mais-que-perfeito, os verbos "ser", "exportar" e "disfarçar", serão, respectivamente "seria", "exportaria" e "disfarçaria".
"Ser", "exportar" e "disfarçar" são as formas verbais do infinitivo.