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A literatura indígena, na verdade, nunca existiu. Ela não existe, é apenas uma estratégia de luta, um instrumento de libertação, de conscientização. Eu sempre considero que a gente precisou partir para a literatura porque não tinha outros espaços. Estava todo mundo ocupando nossos espaços. Eu vi centenas de pessoas escreverem sobre as lendas indígenas, alterando o conteúdo do texto, o final da história. Escritores que não eram indígenas, que pegavam um mito e alteravam para um texto escrito. Muda tudo. Não pode ser mudado. Aquilo é feito por indígena, alguém tem de defender esse território também.
POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. São Paulo: Global, 2004.
De acordo com o texto, é correto afirmar que
a literatura indígena tem voz ativa no processo de interpretar e problematizar os padrões de ordenamento territorial estabelecido e a des-reterritorialização contemporânea.
os métodos da historiografia literária baseados na periodização estilística proporcionam ao estudioso da literatura indígena maiores possibilidades de compreensão do mundo.
a revisita dos estudos sobre a literatura indígena da época colonial oferece o maior interesse para a compreensão da cultura brasileira.
os europeus de outras nacionalidades que aqui estiveram também deixaram documentos importantes para a literatura indígena brasileira.
a literatura nativa do período romântico é responsável pela criação da identidade nacional dos indígenas atuais.