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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 09.
As mídias sociais são o assunto do momento. Elas tomaram conta do debate público e preocupam cidadãos que têm alguma consciência do seu impacto em nosso cotidiano. Faz tempo que a vida on-line segue, assim, misturada com a off-line. Como os seres humanos são feitos de carne, sangue e interações sociais, ficou difícil administrar vidas tão distintas. Daí que o cerne do problema é regular essa vida do lado das telas tal como fazemos do lado de cá, sob pena de não termos mais vida nenhuma, como nos mostram as notícias frequentes de ataques violentos à nossa existência.
Foi o filósofo da informação, o italiano Luciano Floridi, que cunhou o termo “on-life”, afirmando que o uso amplo e generalizado de diversas tecnologias digitais está turvando as fronteiras dos mundos on-line e off-line, fazendo emergir uma terceira realidade. Esse mundo “on-life” é constituído tanto pelo que acontece no âmbito material quanto no digital, revelando-se como uma esfera híbrida na qual ainda não sabemos nos movimentar. Desconectar-se desse universo ainda pouco conhecido tornou-se um dos grandes desafios da modernidade, porque percebemos que estamos conectados 100% do nosso dia.
Uma educadora de uma grande escola me escreveu, angustiada: “Estamos muito preocupados aqui na escola com a questão do uso dos eletrônicos em contraponto ao esgarçamento dos laços sociais”. Em nossa rápida conversa, comentamos que é somente pelo fortalecimento e a (re)conexão desses laços que conseguiremos vencer a violência, a desinformação, as doenças do corpo e da alma, infelizmente tão presentes nesse universo “on-life”. Certamente, essa é uma grande questão que se coloca nesse momento em que vivemos.
Segundo a pesquisadora norte-americana Sheila Liming, estamos vivendo uma “catástrofe silenciosa”, pois estudos recentes mostram que os jovens têm se sentido mais sozinhos do que os mais velhos (ela lembra que, mesmo antes da pandemia, 60 milhões de americanos já diziam sentirem-se solitários ou isolados socialmente). São mostras de que as novas configurações trazidas por esse universo híbrido nos apartam das interações com o outro, afetando profundamente os nossos laços comunitários. Inquieta, ela indaga: “perdemos a capacidade de fazer amigos?”.
(Januária Cristina Alves. Tudo junto e misturado: nossa vida “on-life”. www.nexojornal.com.br, 28.04.2023. Adaptado)
No trecho “… preocupam cidadãos que têm alguma consciência…” (1o parágrafo), o vocábulo destacado é plural de cidadão. Forma-se da mesma forma o plural dos vocábulos:
ancião, corrimão e escrivão.
capitão, guardião e órgão.
aldeão, informação e refrão.
chão, escrivão e grão.
irmão, órfão, vão.