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J.D.S., 57 anos, sexo feminino, negra, professora, apresenta Diabetes Mellitus tipo 2 há 8 anos (HbA1c atual: 7.2%), obesidade grau II (IMC 35 kg/m²), hipercolesterolemia (LDL 165 mg/dL), sem história prévia de hipertensão arterial sistêmica. Procurou consulta médica de rotina, após episódios de cefaleia matinal nos últimos 2 meses.
Analisando o caso e considerando os mecanismos de ação farmacológicos dos anti-hipertensivos, temos que
os IECAs ou os BRAs atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona com inibição da formação/ação da angiotensina II, promovendo vasodilatação e redução da aldosterona, sem provocarem efeitos deletérios no metabolismo glicêmico.
os diuréticos tiazídicos provocam a inibição do Co transportador Na+/Cl- no túbulo contornado distal promovendo natriurese e redução do volume plasmático, sem interferir com a captação periférica de glicose.
os betabloqueadores atuam no controle da pressão arterial por agirem por meio do antagonismo dos receptores β2-adrenérgicos no miocárdio reduzindo cronotropismo e inotropismo positivos, e mascaram os efeitos de hiperglicemia.
os antagonistas dos canais de cálcio atuam no bloqueio dos canais de cálcio tipo L dependentes de voltagem nas células do músculo liso vascular, impedindo o influxo de Ca²⁺ e promovendo vasoconstrição com benefícios superiores em diabéticos.
os diuréticos tiazídicos atuam pela inibição do Co transportador Na+/Cl- distal administrados de forma imediata conjuntamente com os betabloqueadores, que são antagonistas dos receptores β1-adrenérgicos cardíacos devido à hipertensão estágio 2.