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Homem de 52 anos procura a Unidade Básica de Saúde após insistência da esposa. Relata que “nunca vai ao médico” e veio apenas porque está cansado no final do dia. Não tem sintomas urinários, pratica pouca atividade física, ingere álcool nos fins de semana e tem pai falecido por IAM aos 54 anos. Trabalha em horário comercial, o que dificulta o comparecimento às consultas. Durante a consulta, pergunta ao médico se deve “aproveitar e fazer logo o exame do PSA para prevenir câncer de próstata”.
De acordo com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) e a Abordagem Primária à Saúde (APS) e conforme a recomendação formal do Ministério da Saúde/INCA, qual deve ser a resposta mais adequada?
Solicitar PSA imediatamente, pois homens acima de 50 anos devem realizar o exame anualmente como rastreamento.
Orientar que o rastreamento populacional com PSA não é recomendado e realizar decisão compartilhada, explicando riscos e benefícios caso ele deseje prosseguir.
Encaminhar diretamente ao urologista para avaliação e toque retal, pois a história familiar de IAM aumenta risco de câncer.
Solicitar PSA e ultrassom de próstata preventivos, pois são exames simples e evitam o sobrediagnóstico.
Evitar conversar sobre rastreamento e focar apenas em medir pressão e glicemia, pois prevenção de câncer não faz parte da APS.