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Mulher, 49 anos, apresenta-se ao seu consultório com...

Mulher, 49 anos, apresenta-se ao seu consultório com relatório do reumatologista assistente, por ter recebido diagnóstico de artrite reumatoide, após quadro de 6 meses de evolução de poliartrite de mãos com rigidez matinal. O reumatologista propôs início de imunossupressão, porém preocupou-se com o fato de a paciente ter dito que seu pai, com quem mora, recebeu diagnóstico há 2 meses de tuberculose pulmonar. Nega tosse, febre, perda ponderal ou sudorese noturna.


Porta exames laboratoriais recentes: creatinina 0,57 mg/dL (VR: 0,5-1,2mg/dL), aspartato aminotransferase 20 U/L (VR: 5 - 40U/L), alanina aminotransferase 27 U/L (VR: 7 - 56/L), gama-glutamil transferase 17 U/L (VR: < 50U/L) e Interferon Gamma Release Assay (IGRA) positivo.


Radiografia de tórax sem alterações.


Com base na Nota Informativa Nº 4/2023-CGDR/.DCCI/SVS/MS, marque a alternativa CORRETA.


A

Diferentemente de outras infecções respiratórias, transmitidas em contatos breves ou casuais, a tuberculose pulmonar exige exposição prolongada e frequente. Portanto, o convívio com o pai, por si só, não indicaria o tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis, neste caso.


B

Está indicado o início do tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis antes do início do imunossupressor.


C

A prova tuberculínica pode substituir o IGRA na investigação de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis, devendo ser indicado o tratamento apenas se enduração maior ou igual 10mm.


D

Os esquemas de tratamento de infecção latente por Mycobacterium tuberculosis em imunossuprimidos diferem da população geral, contando com medicações apropriadas a estes indivíduos.