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Caso hipotético: um paciente de 42 anos, residente em área endêmica, procura a Atenção Primária referindo, há cerca de 4 meses, manchas hipocrômicas e discreta hiperpigmentação em membros superiores e tronco, inicialmente pequenas e poucas, que se expandiram lentamente. Ele relata que, nas áreas manchadas, notou diminuição da sensibilidade ao tato e ao calor, especialmente nas extremidades. Ao exame físico, foram identificadas três manchas claras no antebraço direito e uma no tronco, todas com bordas pouco definidas, sem relevo elevado, e com resposta ausente à pinça de estesiometria térmica. Além disso, a palpação dos troncos nervosos revelou leve espessamento de um nervo ulnar. Não há linfadenomegalia. O exame de baciloscopia de pele não está disponível na unidade básica.
Com base nas diretrizes vigentes do Ministério da Saúde (MS) para hanseníase, a conduta mais adequada é:
iniciar a poliquimioterapia única (PQT-U) para hanseníase paucibacilar.
aguardar a disponibilidade de baciloscopia ou encaminhar imediatamente para centro de referência antes de iniciar tratamento.
não tratar por enquanto e observar evolução — retornar em 3 meses se houver surgimento de novas lesões.
tratar apenas com corticoterapia oral, considerando neuropatia periférica inicial com monitorização.
prescrever somente um antibiótico (rifampicina) e reavaliar após 2 meses.