Medicina Especialidade Alergologia

Um paciente com seis meses de vida e história de febre aferida de até 39 ºC, vômitos e dor abdominal há dois dias, foi levado ao pronto-socorro infantil. Ao exame físico, apresentava-se em regular estado geral, descorado +/4, desidratado grau II, acianótico, afebril, anictérico, irritado, choroso, com ausculta pulmonar com estertores crepitantes em terço inferior de hemitórax direito, saturação de 92% em ar ambiente, BRNF em dois tempos, sem sopros, FC de 165 bpm, PA de 65 x 40 mmHg, FR de 54 ipm, abdome globoso, flácido, pouco distendido, RHA presentes e tempo de enchimento capilar de 4 s.

Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

  • A. Se não houver estabilização clínica com infusão rápida de 40 a 60 mL/kg de volume inicial, recomenda-se a obtenção de acesso central e o início de tratamento com agentes inotrópicos por via periférica até que o acesso central seja obtido.
  • B. Os sinais encontrados no exame físico são compatíveis com desidratação moderada, provavelmente secundária ao quadro de vômitos, sendo necessário hidratar o paciente com volume inicial de 20 mL/kg na primeira hora de tratamento.
  • C. Na fase inicial do tratamento da doença, deve-se procurar manter o paciente com hemoglobina em torno de 6 g/dL, evitando-se os efeitos colaterais da transfusão sanguínea no paciente, que não apresenta comprometimento significativo da oximetria de pulso.
  • D. A coleta de exames deve ser realizada assim que o paciente estiver estável hemodinamicamente e, se houver hipoglicemia e hipocalcemia, estas devem ser corrigidas, já que a manutenção desses distúrbios contribui significativamente para a disfunção miocárdica.
  • E. A ausência de hipotensão na criança caracteriza um quadro de choque compensado não hipotensivo, entretanto, sabendo que a hipotensão é um sinal tardio do choque em crianças, deve-se prescrever prontamente expansão com 5 a 10 mL/kg de soro isotônico em até vinte minutos.