Medicina Especialidade Cardiologia

Um homem de 86 anos de idade, previamente assintomático, foi atendido no ambulatório com quadro de síncope. Ele teve dois episódios de síncope enquanto estava em pé, sem relação com atividade física, sem liberação esfincteriana e sem pródromos. Em ambas as situações, ele recuperou a consciência rapidamente, sem período pós ictal ou sequelas. Antecedentes patológicos: hipertensão arterial sistêmica (HAS) havia 20 anos, tratada atualmente com lisinopril 20 mg ao dia. História patológica familiar: irmão com HAS. Hábitos de vida saudáveis. História socioeconômica satisfatória. Ao exame físico, apresentava-se consciente, orientado e com extremidades quentes, normocorado, frequência cardíaca de 99 bpm, pressão arterial de 141 mmHg × 78 mmHg. O ictus cordis e os pulsos carotídeos eram normais, ritmo cardíaco regular em dois tempos com desdobramento paradoxal da segunda bulha, sopro mesossistólico de ejeção no 4.º espaço intercostal, linha paresternal à direita, do tipo crescendo-decrescendo com irradiação para as carótidas, de 1+/4, sem frêmito. Os demais dados do exame físico não revelaram anormalidades significativas. O eletrocardiograma (ECG) do dia da consulta é mostrado na figura a seguir.

A partir desse caso clínico e da figura apresentada, julgue os itens a seguir.

Velocidade de fluxo aórtico de 4 m/s ou maior, gradiente médio de pressão sistólica acima de pelo menos 40 mmHg e área real do orifício aórtico (calculada pela equação de continuidade) inferior a 1,0 cm2 são os achados esperados à ecocardiografia desse paciente.
  • C. Certo
  • E. Errado