Medicina Especialidade Cardiologia

Uma paciente de vinte e cinco anos de idade procurou atendimento cardiológico com quadro de dispneia aos esforços habituais e ortopneia, amigdalites de repetição na infância, G0P0A0. A paciente negou tabagismo, etilismo e uso de anticoncepcionais orais. O exame clínico mostrou frequência cardíaca de 90 bpm, pressão arterial de 110 mmHg × 70 mmHg e presença de estertores inspiratórios em terço inferior de ambos hemitórax. Outros dados importantes foram: pré-córdio calmo, ictus cordis visível e palpável no 5.º espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular esquerda, ritmo cardíaco regular em dois tempos. No foco mitral foram auscultados: hiperfonese da 1.ª bulha, estalido de abertura da mitral, ruflar diastólico com reforço pré-sistólico e identificado hiperfonese da 2.ª bulha em foco pulmonar. O abdome estava livre e sem visceromegalias, e as extremidades sem cianose ou edema. O eletrocardiograma de 12 derivações mostrou ritmo sinusal, onda P com duração de 0,14 s, com morfologia bimodal (com incisura) na derivação D2 e plus/minus na derivação V1 (a fase negativa apresentou duração e voltagem maior do que a fase positiva) e eixo do complexo QRS a +100°. As radiografias do tórax (com contraste do esôfago) mostraram índice cardiotorácico normal, presença de quarto arco e de elevação do brônquio fonte esquerdo e “cefalização” da trama vascular pulmonar na projeção póstero-anterior (PA), além de deslocamento do esôfago pelo terço superior da borda posterior da sombra cardíaca na projeção lateral. A paciente passou, ainda, por exame ecodopplercardiográfico.

Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.

O reforço pré-sistólico auscultado na paciente em tela ocorre na fase de ejeção ventricular lenta do ciclo cardíaco.
  • C. Certo
  • E. Errado