Medicina Especialidade Cardiologia

JSB, masculino, 76 anos de idade, aposentado, branco, viúvo, católico, procedente e natural do Rio de Janeiro, compareceu ao ambulatório com queixa de dispneia. Dois dias antes, havia se iniciado um quadro de palpitações seguidas de dispneia aos esforços menores que os habituais, que nas últimas quatro horas havia evoluído para dispneia ao repouso. Ao exame físico, apresentava-se com extremidades quentes, normocorado, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 171 mmHg × 78 mmHg, turgência jugular a 30° e ausculta pulmonar com estertores crepitantes em ambas as bases pulmonares. O ictus cordis era propulsivo no 5.º EICE linha hemiclavicular, ritmo cardíaco regular em três tempos (presença de quarta bulha) e sem sopros. Adicionalmente, notou-se refluxo hepatojugular. Antecedentes patológicos: hipertensão arterial sistêmica (HAS) havia 10 anos, tratada atualmente com lisinopril 10 mg ao dia. Implante de marca-passo DDD havia oito anos devido a bloqueio atrioventricular total. História patológica familiar: irmão com HAS. Hábitos de vida saudáveis. História socioeconômica satisfatória. Os eletrocardiogramas obtidos a partir das derivações endocárdicas demonstraram que o ritmo subjacente era de fibrilação atrial. O eletrocardiograma de admissão (ECG) é mostrado na figura a seguir.

  No que se refere ao caso clínico e à figura precedentes, julgue os itens que se seguem.

A ausência da troca automática de modo (MAS – Automatic Mode Switching) é uma provável explicação para o quadro clínico do paciente.
  • C. Certo
  • E. Errado