

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O diabetes mellitus é uma doença na qual o organismo não produz uma quantidade suficiente de insulina ou não responde normalmente à insulina, fazendo com que o nível glicemia (glicose no sangue) fique excepcionalmente elevado. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
A glicose na corrente sanguínea estimula o pâncreas a produzir insulina. A insulina ajuda a transportar a glicose de dentro das células para sangue. Assim que entra na corrente sanguínea, a glicose é convertida em energia, que é imediatamente utilizada, ou ela é armazenada na forma de gordura ou do amido glicogênio até que seja necessária.
As concentrações de glicose no sangue normalmente variam durante o dia. Eles aumentam depois de cada refeição e retornam aos níveis anteriores à refeição aproximadamente duas horas depois. Uma vez que os níveis de glicose no sangue retornam aos valores pré-refeição, a produção de insulina diminui. A variação dos níveis de glicose no sangue geralmente fica dentro de um pequeno intervalo de 70 a 110 miligramas por decilitro (mg/dl) ou 3,9 a 6,1 milimoles por litro (mmol/l) de sangue em pessoas saudáveis.
No diabetes tipo 1 (antigamente denominado diabetes dependente de insulina ou diabetes de início juvenil), o sistema imunológico do organismo ataca as células do pâncreas que produzem insulina e mais de 90% delas são destruídas permanentemente.
No diabetes tipo 2 (antigamente denominado diabetes não dependente de insulina ou diabetes de início adulto), o pâncreas costuma continuar a produzir insulina, às vezes até mesmo uma quantidade maior que a normal, especialmente no início da doença. No entanto, o organismo cria resistência aos efeitos da insulina e, assim, a insulina existente não é suficiente para atender às necessidades do organismo. Conforme o diabetes tipo 2 avança, ocorre uma diminuição da capacidade de produção de insulina pelo pâncreas.
Pessoas com ascendência africana, asiática-americana, indígena americana, nativa do Alasca, espanhola ou latino-americana correm um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2. O diabetes tipo 2 tende a ser um mal de família.
Seleciona o exame importante para o rastreio de dano microvascular no diabetes tipo 2:
Ultrassom de abdome.
Eletroencefalograma.
Radiografia lombar.
Dosagem de microalbuminúria.
Estratificação acídica O'Sullivan.
No seguimento pós-cirúrgico de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica tipo bypass gástrico em Y de Roux, a deficiência nutricional que requer suplementação vitalícia devido à exclusão do duodeno e jejuno proximal (sítio primário de absorção) é a deficiência de:
Glicose monossacarídica simples.
Ácidos graxos de cadeia curta.
Ferro, cálcio e vitamina B12.
Sódio e potássio hidroeletrolíticos.
Vitamina C hidrossolúvel e fosfolípides.
No hipotireoidismo primário, a elevação do TSH precede a redução dos hormônios tireoidianos periféricos. O hipotireoidismo subclínico caracteriza-se por TSH elevado associado a níveis de T4 livre:
Reduzidos abaixo do limite inferior da normalidade.
Elevados acima do limite superior da normalidade.
Indetectáveis por supressão completa da tireoide.
Normais dentro da faixa de referência.
Flutuantes com variação superior a 50% diariamente.
Em uma família com diagnóstico de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A, a intervenção cirúrgica profilática para prevenir o carcinoma medular de tireoide é recomendada com base nos resultados do teste genético. O gene cuja mutação germinativa justifica essa conduta e o momento usual indicado para a tireoidectomia total são, respectivamente:
Gene MEN1 e na adolescência.
Gene VHL e na idade adulta.
Gene RET e na primeira infância.
Gene SDHB e após os 50 anos.
Gene CDKN1B e na puberdade.
Mulher de 63 anos, com história de nefrolitíase recorrente e dor óssea difusa, refere fraqueza muscular e constipação há meses. Exames laboratoriais mostram: cálcio total: 11,6 mg/dL; fósforo: 2,2 mg/dL; PTH: elevado; 25-hidroxivitamina D: normal; fosfatase alcalina: elevada; creatinina: 1,4 mg/dL. Radiografia evidencia reabsorção subperiosteal em falanges e áreas compatíveis com osteíte fibrosa cística. Sobre os distúrbios do metabolismo do cálcio, da paratireoide e da vitamina D, assinale a alternativa correta.
No hiperparatireoidismo primário, o excesso de PTH aumenta a reabsorção óssea, reduz a reabsorção tubular de fósforo e aumenta a reabsorção renal de cálcio, podendo levar à nefrolitíase e osteíte fibrosa cística.
A presença de vitamina D normal praticamente exclui hiperparatireoidismo primário como causa de hipercalcemia.
A fosfatase alcalina elevada indica primariamente doença hepática e não possui relação com remodelação óssea.
No hiperparatireoidismo primário, a hipercalcemia ocorre principalmente por aumento da absorção intestinal de cálcio, independente do PTH.
A hipofosfatemia observada nesses pacientes decorre de redução da filtração glomerular causada diretamente pelo PTH.
Mulher de 54 anos, menopausa há 3 anos, queixa-se de ondas de calor intensas (≥10 episódios/dia), sudorese noturna e prejuízo importante da qualidade de vida. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial bem controlada, IMC 27 kg/m², sem diabetes, sem história pessoal ou familiar de câncer de mama ou tromboembolismo venoso. Útero íntegro. Mamografia e ultrassonografia transvaginal recentes sem alterações. Após discussão compartilhada, opta-se por iniciar terapia hormonal do climatério (TH). Assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada para essa paciente.
Prescrever estrogênio sistêmico associado obrigatoriamente a um progestagênio, preferencialmente utilizando esquemas contínuos após pelo menos 12 meses de menopausa.
Prescrever estrogênio isolado por via transdérmica, pois o risco de hiperplasia endometrial é desprezível após a menopausa.
Priorizar terapia não hormonal, pois a presença de hipertensão arterial é contraindicação absoluta ao uso de TH.
Indicar estrogênio por via oral em dose padrão, pois apresenta menor risco cardiovascular em comparação à via transdérmica.
Contraindicar TH, pois mulheres acima de 50 anos apresentam risco cardiovascular global que supera os benefícios sintomáticos.
Um homem de 62 anos, portador de diabetes melito tipo 2 há 12 anos, apresenta controle glicêmico insatisfatório apesar do uso de metformina em dose plena. Possui antecedente de infarto agudo do miocárdio há 3 anos e doença renal crônica estágio 3 (TFG estimada: 45 mL/min/1,73 m²). Considerando as evidências atuais sobre os novos antidiabéticos, qual classe farmacológica apresenta redução comprovada de mortalidade cardiovascular e progressão da doença renal, independentemente do efeito hipoglicemiante?
Sulfonilureias, por estimularem secreção pancreática de insulina.
Inibidores da DPP-4, por aumentarem níveis endógenos de incretinas.
Agonistas do receptor de GLP-1 e inibidores do SGLT2, por mecanismos metabólicos e hemodinâmicos.
Insulina basal de longa duração, por melhorar o controle glicêmico intensivo.
Tiazolidinedionas, por reduzirem resistência insulínica periférica.
Em relação aos principais tipos histológicos de câncer de tireoide, assinale a alternativa correta.
O carcinoma papilífero da tireoide é derivado das células parafoliculares (células C) e frequentemente secreta calcitonina.
O carcinoma folicular da tireoide caracteriza-se, histologicamente, pela presença de papilas e corpos psamomatosos.
O carcinoma medular da tireoide origina-se das células foliculares e está frequentemente associado a mutações do gene BRAF.
O carcinoma papilífero da tireoide é o tipo mais frequente e se origina das células foliculares da tireoide.
O carcinoma anaplásico da tireoide é geralmente bem diferenciado e apresenta excelente prognóstico.
Um medicamento usado para o tratamento da diabetes mellitus que tem efeito neutro no peso é
pioglitazona.
insulina NPH.
dapagliflozina.
alogliptina.
empagliflozina.
Paciente do sexo masculino, 32 anos, foi encaminhado pela endocrinologia devido a quadro clínico de acromegalia e exame de imagem mostrando tumor em hipófise de 1,5 cm. A dosagem hormonal mostra GH e IGF-1 elevados. Sobre esse caso, é correto afirmar que
o tratamento de escolha é com análogos da somatostatina, não necessitando de cirurgia.
radioterapia é necessária na maioria dos casos.
uma das metas pós-operatórias é normalizar o IGF-1.
possui alta taxa de recorrência.
a via transcraniana é preferível em tumores sem extensão intracraniana.
Na ultrassonografia de nódulos tireoidianos, qual conjunto de achados define alto risco de malignidade?
Isoecogenicidade, margens regulares, halo contínuo e vascularização periférica.
Lesão espongiforme, calcificação grosseira e forma mais larga que alta.
Hipoecogenicidade, margens irregulares, microcalcificações e forma mais alta que larga.
Componente cístico excêntrico uniforme, margens lisas e ausência de microcalcificações.
Hiperecogenicidade difusa com halo espesso e vascularização central discreta.
Mulher 52a com Cushing clínico. Teste de supressão com dexametasona 1 mg não suprime cortisol. ACTH baixo. TC: massa adrenal 2,7 cm. Próximo passo mais apropriado?
Repetir TSH e tratar tireoide.
Investigar fonte ectópica de ACTH.
Considerar hipercortisolismo ACTH-independente; avaliar adenoma/carcinoma adrenal e planejar abordagem (cirúrgica se indicado).
Iniciar metirapona sem estratificar etiologia.
Mulher 46a com nódulo tireoidiano 1,8 cm, hipoecoico, microcalcificações e margens irregulares (alto risco). TSH normal. Qual próximo passo mais apropriado?
Cintilografia para descartar nódulo quente, independentemente do TSH.
Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por USG.
Repetir USG em 12 meses sem punção.
Dosar calcitonina e, se normal, dispensar PAAF.
Mulher, 42 anos, com diagnóstico prévio de doença de Graves há dois anos, interrompeu metimazol há três meses por conta própria. Realizou tomografia computadorizada contrastada há 10 dias.
Procura emergência com febre 39,7 ºC; frequência cardíaca 152 bpm; pressão arterial 165 × 60 mmHg; agitação intensa alternando com confusão; náuseas, vômitos e diarreia; tremor fino; bócio difuso indolor.
Laboratório: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 5,8 ng/dL; T3 total marcadamente elevado; Leucocitose leve; Função hepática normal.
Sem uso atual de antitireoidianos.
Considerando o quadro clínico e a fisiopatologia envolvida, a conduta inicial mais adequada é
propiltiouracil + propranolol + hidrocortisona + iodeto após uma hora.
metimazol + propranolol + hidrocortisona.
iodeto imediatamente, seguido de 1 g de hidrocortisona.
corticoide isolado.
plasmaférese imediata.
Uma mulher de 48 anos apresenta nódulo tireoidiano direito ao ultrassom com as seguintes características: hipoecogenicidade acentuada, contorno irregular, microcalcificações e vascularização intranodular. Segundo a classificação ultrassonográfica da British Thyroid Association, esse nódulo é classificado como:
U1 – benigno.
U2 – indeterminado.
U3 – suspeito.
U4 – inconclusivo
U5 – maligno.
O Sr. J.A.S. de 52 anos, assintomático, sem diagnóstico prévio de diabetes, realiza rastreamento laboratorial. Apresenta glicemia plasmática de jejum de 132 mg/dL e hemoglobina glicada (HbA1c) de 6,3%. Qual é a conduta mais adequada para confirmar o diagnóstico? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Repetir a glicemia de jejum em outra ocasião (ou realizar um segundo teste diagnóstico) e confirmar diabetes apenas se houver dois exames alterados ou se a alteração for confirmada na repetição.
Confirmar diabetes mellitus imediatamente, pois uma glicemia de jejum ≥126 mg/dL é suficiente no assintomático.
Solicitar teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e, se a glicemia de 2 horas for ≥140 mg/dL, confirmar diabetes mellitus.
Diagnosticar pré-diabetes e iniciar apenas mudanças de estilo de vida, sem necessidade de confirmação laboratorial.
Homem de 57 anos é encaminhado para avaliação após achado incidental de nódulo adrenal unilateral de 2,8 cm, identificado em tomografia computadorizada realizada por dor abdominal inespecífica. É assintomático, normotenso. Qual deverá ser a avaliação inicial obrigatória desse achado? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Realizar avaliação hormonal para exclusão de secreção autônoma e caracterização radiológica do nódulo.
Indicar adrenalectomia imediata devido ao risco de malignidade.
Realizar apenas seguimento radiológico anual, sem investigação hormonal.
Solicitar biópsia adrenal para definição diagnóstica.
Paciente masculino, 52 anos, faz uso de losartana e não apresenta outras comorbidades relevantes. Em exames recentes, apresenta: glicemia de jejum 98 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, LDL-colesterol 143 mg/dL e triglicerídeos 260 mg/dL. Com base nesse caso, assinale a alternativa correta.
De acordo com os exames, o paciente já pode ser considerado portador de pré-diabetes.
O paciente apresenta dislipidemia mista, sendo indicada intervenção no estilo de vida e possível uso de estatina conforme estratificação de risco cardiovascular.
Os valores apresentados estão dentro da normalidade.
É necessário iniciar ciprofibrato para controle da dislipidemia.
A hemoglobina glicada de 5,6% confirma o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2.
Paciente masculino, 28 anos, procura atendimento neurológico por cefaleia holocraniana, com piora à exposição à luz e ao som. Durante a investigação, realizou tomografia de crânio que evidenciou nódulo em região hipofisária. Foi encaminhado ao endocrinologista. No momento da consulta, o paciente não apresentava sintomas endócrinos ou visuais. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
O incidentaloma hipofisário é uma lesão identificada durante investigação de sintomas endocrinológicos.
A maioria dos incidentalomas hipofisários são funcionantes, principalmente produtores de prolactina.
O incidentaloma hipofisário é uma lesão hipofisária identificada de forma acidental, em exames de imagem realizados por outras causas, e a maioria é não funcionante.
O diagnóstico exige a presença de sintomas compressivos.
Todo incidentaloma deve ser tratado cirurgicamente, mesmo que assintomático.