Medicina Especialidade Ginecologia

Uma paciente de trinta e oito anos de idade procurou atendimento médico relatando ausência de menstruações havia sete meses, aumento do peso e do volume abdominal. Esses sintomas surgiram após um período de oito meses em que a paciente teve diminuição da quantidade do fluxo menstrual e aumento do intervalo de tempo entre as menstruações. A paciente relatou também ondas de calor, insônia, irritabilidade e diminuição da libido. O teste de gravidez realizado na paciente foi negativo e a ultrassonografia pélvica mostrou resultado normal. Com relação aos antecedentes familiares, não houve informação digna de nota. A paciente negou eventos clínicos de importância informando ter tido menarca aos onze anos de idade e com ciclos regulares. Quanto aos antecedentes sexuais, coitarca aos vinte anos de idade, uso de contraceptivo oral durante cinco anos, e informou que o marido fazia uso de preservativo havia três anos. Com referência aos antecedentes obstétricos, G: 3, P: 2, um abortamento espontâneo, dois partos cesáreos, tendo o último parto ocorrido havia cinco anos. As mamas da paciente apresentaram secreção transparente e mucosa por vários ductos da mama direita, à expressão. Por fim, a paciente apresentou vulva normal, períneo íntegro, vagina normotrófica pouco lubrificada, colo e corpo uterino sem anormalidades, vagina trófica e colo de aspecto normal. Os exames laboratoriais mostraram FSH = 60,0 UI/L; LH = 36,0 UI/L; PRL = 19,3 ng/L; estradiol = 42,0 pg/mL; tiroxina = 9,9 nd/mL; TSH = 1,71 mUI/mL; anticorpos antitireoglobulina = 23; anticorpos antiperoxidase tireoidiana < 70; testosterona total = 44,0 ng/dL; androstenediona = 1,6 ng/mL.

Considerando esse caso clínico, julgue os seguintes itens.

Caso essa paciente seja medicada com 5 mg diários de meticorten por via oral e consiga menstruar novamente com redução significativa dos sintomas, então é correto afirmar que, no sétimo dia do ciclo, após novos exames laboratoriais evidenciando FSH = 16,5 UI/L; LH = 9,6 UI/L; e estradiol = 49,9 pg/mL, a evolução clínica é compatível com amenorreia hipergonadotrópica de origem autoimune.
  • C. Certo
  • E. Errado