Medicina Especialidade Psiquiatria

Considere o seguinte relato feito por um estudante de medicina do primeiro ano em unidade de internação psiquiátrica: “(...) o senhor viu aquilo? Que coisa incrível! Nunca imaginei que um paciente psiquiátrico fosse assim! Viu aquela hora que ele ficava olhando debaixo da cadeira, atrás da porta? Como se tivesse algo. Falava sem parar, contando cada absurdo! O melhor foi a história da Copa do Mundo... Ele tava até bem com a conversa de ter sido policial federal, trabalhando na fronteira do estado – onde realmente nasceu –, no combate ao tráfico de drogas e perseguindo inimigos, mas dizer que, depois que veio morar em Porto Alegre, foi convocado pra Copa do México, que havia 3 kg de cocaína dentro da taça e que, por isso, o Maradona jogou bem e ganhou aquela copa!? Aí, fica difícil acreditar... E o bom foi ele te elogiando sempre que o senhor confrontava algum desses absurdos. Sem falar nos – entre aspas – amigos que sempre o alertam quanto ao perigo e à presença de inimigos disfarçados que, na verdade, eram seus pais, principalmente quando ele fuma baseado! Que conversa mais sem nexo... Tinha hora que não entendia nada com coisa alguma! Me deu pena quando ele disse que ficava muito angustiado e que não conseguia dormir com as tais vozes. Sim, e ele ficar repetindo sempre o que a gente falava, parecendo um papagaio. Triste, essa parte.”.

Acerca do caso clínico hipotético apresentado e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

Cerca de 10% a 20% dos pacientes com esse transtorno podem ser descritos como tendo um desfecho positivo e mais de 50% deles apresentam resultado insatisfatório, com hospitalizações repetidas, maior exacerbação de sintomas, episódios de transtorno do humor e tentativas de suicídio.
  • C. Certo
  • E. Errado