Medicina Especialidade Psiquiatria

Senhor de 86 anos, viúvo, faz um testamento, deixando grande parte de seus bens para seus filhos, mas um apartamento de valor médio o qual lhe rende um aluguel mensal de R$ 1.500,00 e um carro, para a empregada que o acompanha há 10 anos, desde que ficou viúvo. Ele tem algumas dificuldades na memória recente e alguns esquecimentos na rotina diária (precisa anotar as senhas de banco numa agenda, algumas vezes confunde o dia da semana, com frequência diz que o valor das coisas é em Cruzeiros, não em Real), mas mantém-se com boa independência, vai à agência bancária e ao supermercado quase todos os dias, a pé. Não se sente mais seguro para dirigir, quando precisa se deslocar em locais mais distantes chama um taxi por telefone, não conseguiu aprender e se adaptar às modernidades de aplicativos de celular. Percebe-se que algumas vezes não consegue lembrar palavras específicas, tendo dificuldades para concluir o discurso. No caso dos filhos contestarem judicialmente o testamento, qual afirmativa CORRETA?
  • A. Provavelmente trata-se de quadro demencial em fase inicial, mas o testamento não deve ser anulado, pois o imóvel deixado para alguém que não é da família tem valor menor que 20% do total da herança.
  • B. Uma testagem neuropsicológica seria o exame complementar mais importante a se solicitar pelo perito.
  • C. Sempre que houver quadro demencial detectado, deve ser anulado o testamento.
  • D. Uma Tomografia Computadorizada de encéfalo não ajudaria a definir o quadro.
  • E. Nível sérico de vitamina B12 não é importante para o funcionamento cerebral.