Medicina Especialidade Cirurgias Transplante

Uma paciente de 32 anos de idade compareceu a um ambulatório de nefrologia referindo quadro de edema em região periorbital e de membros inferiores há 15 dias, associado a espumúria. Nega hematúria macroscópica ou febre. Relata ainda aumento de níveis pressóricos nesse período. Nos últimos dois meses, vem apresentando dor articular. Nega comorbidades prévias ou uso de medicamentos. Nos exames solicitados, apresenta: Hb = 12 g/dL; leucócitos = 5.000; plaquetas = 160.000; ureia = 45 mg/dL; creatinina = 0,9 mg/dL; potássio = 4,5 mEq/L; proteinúria de 24 horas = 3,6 g; albumina = 3,0 g/dL; EAS com proteinúria +4, leucócitos 10.000 e hemácias 5 p/c (VR = até 5 p/c); FAN = 1/160 pontilhado fino; anti-DNA negativo; C3, C4 e CH50 normais; pANCA e cANCA não reagentes; sorologias para hepatite B, C e HIV NR; e VDRL não reagente. Ao exame físico, a paciente encontra-se corada, hidratada, com ausculta cardíaca e respiratória normais, com PA = 140 mmHg x 90 mmHg, FC = 68 bpm, FR = 15 imp e saturação de O2 = 98% em ar ambiente. A paciente foi submetida a biópsia renal, que evidenciou, na microscopia óptica, espessamento da membrana basal glomerular (MBG) e formação de espículas, com depósitos subepiteliais em MBG, e, na imunofluorescência, evidenciou depósitos granulares difusos de IgG, IgM, IgA, C3 e C1q em alças capilares. A pesquisa de anti-PLA2R foi negativa.

A respeito desse caso clínico e dos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.

Na nefrite lúpica membranosa, proteinúria estável e persistente maior que 1 g/dia, apesar de um ano de terapia, é justificativa para realização de nova biópsia renal.
  • C. Certo
  • E. Errado