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Segundo BORAKS (2011), as Cardiopatias Congênitas são alterações que ocorrem ainda na vida intra-uterina como uma anomalia de desenvolvimento do coração. Dentre as alternativas abaixo assinale a alternativa incorreta em relação as alterações cardíacas descritas:
Comunicação interatrial: o paciente apresenta dispneia, fadiga e taquicardia atrial, e raramente cianose e hipertensão pulmonar. O sangue é desviado da esquerda para a direita. Às vezes, o átrio e o ventrículo direitos podem estar aumentados, e a artéria pulmonar se dilata. O tratamento é feito com implante de próteses ou cirurgia, e o prognóstico é favorável.
Tetralogia de Fallot: é representada por comunicação interventricular e estenose pulmonar, hipertrofia ventricular direita e dextroposição da aorta. Um sinal bastante característico é a cianose, principalmente pela diminuição do fluxo sanguíneo pulmonar, e o quadro clínico inclui extremidades dos dedos em forma de baqueta e arroxeadas. O paciente portador dessa anomalia congênita pode estar cianótico do nascimento até os primeiros meses de vida. Quanto mais demorado o diagnóstico e, portanto, o tratamento cirúrgico, mais aumentam as crises de dispneia, e as crises de hipóxia tornam-se frequentes pela diminuição do fluxo sanguíneo pulmonar.
Atresia valvar da tricúspide: ocorre associada à estenose pulmonar com comunicação interventricular. O tratamento é cirúrgico e o prognóstico duvidoso, pois a cirurgia nem sempre tem o resultado esperado.
Comunicação interventricular: pode provocar insuficiência cardíaca, taquicardia e estenose pulmonar, entre outros distúrbios. Os pacientes apresentam diminuição do fluxo sanguíneo e hipertensão pulmonar, e aumento do átrio e ventrículo direitos. Nunca desaparece espontaneamente.