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De acordo com Viacava et al. (2018), o acesso aos serviços odontológicos aumentou de 17,3% em 1981 para 33,1% em 1998 e 44,4% em 2013. Porém, ao avaliar esse acesso regionalmente, nota-se que, em 2013, ainda persistem diferenças entre a região Norte, onde apenas um terço dos entrevistados relatou ter consultado um dentista, e as regiões Sul e Sudeste, nas quais cerca de metade dos entrevistados afirmaram ter ido a uma consulta odontológica. A assistência à saúde bucal é marcada pela desigualdade no acesso segundo a renda e a escolaridade dos usuários dos serviços. Com esses dados, os autores demonstram que:
Houve um aumento significativo no acesso aos serviços odontológicos de 1981 a 2013, porém não houve diferença significativa na região Norte.
Houve um aumento demográfico da população brasileira, mas esse aumento ocorreu mais na região Norte, acompanhado por um aumento significativo nas regiões Sul e Sudeste.
A assistência à saúde bucal apresentou uma melhoria no acesso da população somente nas regiões Sul e Sudeste, porque essas regiões têm melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), e um maior percentual de pessoas acessa serviços odontológicos privados.
Houve um aumento significativo no acesso aos serviços odontológicos de 1981 a 2013, mas esse aumento não é o mesmo em todas as regiões do país, pois nas regiões Sul e Sudeste aproximadamente 50% da população entrevistada acessou os serviços odontológicos.