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Durante o pico da pandemia de Covid-19, um paciente de 58...

Durante o pico da pandemia de Covid-19, um paciente de 58 anos procura atendimento odontológico com dor intensa em região posterior mandibular direita. Refere diagnóstico confirmado de Covid-19 há 5 dias, com tratamento domiciliar. Relata febre intermitente, fadiga e uso de dipirona. Apresenta saturação de oxigênio em 94%, linfocitopenia e PCR de 75 mg/L. Ao exame clínico, observa-se fratura coronária horizontal no dente 47, com mobilidade grau 2 e presença de exsudato purulento à sondagem periodontal distal. Em relação ao caso apresentado, considere a seguinte classificação:


  1. PCR entre 5–10 mg/L: processo inflamatório leve (ex.: infecções virais leves).
  2. PCR entre 10–100 mg/L: infecção moderada ou inflamação significativa.
  3. PCR>100 mg/L: infecção bacteriana aguda, abscessos, doenças autoimunes ativas, entre outras condições graves.


Considerando os protocolos do CFO para Covid-19, a urgência odontológica apresentada e a interpretação laboratorial, qual é a conduta mais apropriada do cirurgião-dentista no momento do atendimento?


A

Realizar exodontia imediata, com anestesia local e uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) padrão, para remover o foco infeccioso.


B

Encaminhar o paciente diretamente para atendimento hospitalar odontológico sem intervenção local, devido ao risco infeccioso sistêmico.


C

Adiar o atendimento por dez dias, prescrevendo antibiótico e analgésico até resolução da infecção por SARS-CoV-2.


D

Realizar drenagem da secreção purulenta por via periodontal, com uso de EPI de nível máximo, e monitorar a resposta clínica.


E

Realizar acesso endodôntico imediato, com uso de alta rotação, sob isolamento absoluto e ventilação cruzada.