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As medidas de higiene bucal devem ser constantemente estimuladas pela equipe de atenção primária, em especial pela equipe de saúde bucal (eSB), pois apresentam as melhores evidências científicas em relação ao impacto positivo na saúde bucal dos usuários. Essas práticas devem ser associadas a outras orientações, como, por exemplo, medidas de educação em saúde relacionadas à dieta e ao baixo consumo de açúcares livres. O auxiliar de saúde bucal (ASB) é peça fundamental neste processo, com destaque para seu papel educador no contexto do programa saúde na escola (PSE), sempre sob supervisão do cirurgião-dentista e com todo o processo necessário de pactuação e autorizações entre escola e setor da saúde.
Considerando o texto apresentado, quais orientações, informadas e baseadas nas melhores evidências disponíveis, podem ser abordadas no PSE, pelo ASB, para evitar a disseminação de desinformação no ambiente escolar?
Apesar de o flúor ser alvo de desinformação nos últimos tempos, esse tema é o mais estudado no meio acadêmico odontológico e tem robustas evidências de segurança e eficácia para uso de pasta de dente fluoretada (com no mínimo 1000 ppm) em crianças, desde a erupção dos primeiros dentes, o que vai variar é a quantidade de produto colocado na escova dental.
As evidências mais atuais demonstram que, a partir da erupção do primeiro dente, deve-se indicar uso de escova de dente de cabeça pequena e cerdas macias, associada a dentifrício sem flúor, pois este pode ser tóxico e causar fluorose.
As evidências mais atuais demonstram que, a partir de 4 anos, não há mais risco de fluorose, como há nas crianças até 3 anos, e portanto, já se pode indicar uso de escova de dente pequena e com cerdas macias, associada a dentifrício fluoretado (mínimo de 1.000 ppm de fluoreto), na quantidade correspondente a um grão de ervilha, no mínimo 2x ao dia.
Segundo as diretrizes clínicas do Ministério da Saúde, de 2024, “A técnica de escovação pode ser adaptada às preferências da criança e seus responsáveis, desde que seja feita de forma sistematizada, atinja todas as superfícies de todos os dentes da cavidade bucal e utilize dentifrício fluoretado diariamente”, principalmente à noite. Exceção feita aos menores de 4 anos, que devem usar pasta sem flúor.
As evidências mais atuais demonstram que deve-se recomendar a limpeza da cavidade bucal de bebês sem dentes para prevenir a cárie dentária no futuro, independentemente do tipo de alimentação (leite materno ou fórmula), assim como não há indicação de aplicar flúor tópico nesta fase. O uso de gaze embebida em água é o mais indicado.