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A proteção do complexo dentino-pulpar (CDP) durante procedimentos restauradores depende da interação entre fatores biológicos, físicos, químicos e técnicos, bem como das propriedades dos materiais empregados. Considerando os fundamentos biológicos do CDP, diz-se que:
o uso do verniz cavitário em cavidades rasas para amálgama mantém proteção pulpar duradoura, independentemente da composição da liga metálica, devido à sua estabilidade química e elevada resistência à dissolução
a hibridização é indicada de forma irrestrita em qualquer profundidade cavitária, inclusive em casos de exposição pulpar, por promover selamento dos túbulos dentinários e aumento da resistência mecânica da restauração
o hidróxido de cálcio é amplamente indicado em preparos cavitários profundos e em exposições pulpares acidentais por sua biocompatibilidade, estímulo à formação de dentina reparadora e ação antibacteriana, apesar de apresentar solubilidade quando há microinfiltração
o cimento ionômero de vidro apresenta toxicidade persistente ao complexo dentino-pulpar quando utilizado como material de forramento em cavidades profundas, sendo contraindicado em virtude de sua acidez prolongada e baixa adesividade à dentina