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Flynn (in Miloro et al., 2008) considera os princípios do tratamento das infecções odontogênicas dos espaços fasciais profundos, enumerados por Peterson, de grande valia para o tratamento dessas infecções incomuns, potencialmente danosas. Em relação a esses princípios, é correto afirmar que:
a primeira e a segunda etapas consistem em determinar a severidade da infecção, baseado na localização anatômica, na taxa de progressão da infecção, e no comprometimento das vias aéreas, e consistem também em avaliar as defesas do hospedeiro, por meio do comprometimento do sistema imune e da reserva sistêmica do hospedeiro.
a terceira etapa consiste em decidir sobre o ambiente de tratamento, sendo as únicas indicações para a hospitalização: a desidratação, a ameaça às vias aéreas e a estruturas vitais, e a necessidade de controle hospitalar de doença sistêmica.
a quarta etapa refere-se ao tratamento cirúrgico, em que se consideram aspectos fundamentais: a manutenção das vias aéreas; a drenagem cirúrgica eficaz; o momento da incisão e da drenagem, em que se considera necessária a identificação do abscesso antes da intervenção cirúrgica; e o teste de cultura e sensibilidade.
na quinta etapa, que consiste em dar suporte médico ao paciente, deve-se restabelecer e manter o balanço eletrolítico, por meio de hidratação, nutrição e controle da febre, enquanto o controle das doenças sistêmicas fica relegado a uma outra etapa.
a sétima e a oitava etapas consistem em administrar os antibióticos adequadamente e em avaliar o paciente com frequência: nos casos de infecções nos espaços fasciais profundos com hospitalização, a consulta de reavaliação inicial mais apropriada deve ser dois dias depois, e no caso de infecções ambulatoriais tratadas por exodontia e drenagem intra ou extraoral, o acompanhamento pode ser feito uma semana após o tratamento.