Questões de Concursos Prefeitura de Conselheiro Lafaiete - MG

Ver página Prefeitura de Conselheiro Lafaiete - MG Navegar questão a questão

Questão de Concurso - 1204128

Concurso Contador 2018

Questão 38

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

A respeito dos regimes contábeis aplicados à Contabilidade Aplicada ao Setor Público, analise as afirmativas a seguir.


I. Sob o enfoque orçamentário, aplica-se o regime de caixa, enquanto no enfoque patrimonial, aplica- se o regime de competência.

II. A inscrição de despesas em Restos a Pagar Não Processados se deve em razão da observância ao regime contábil de caixa, que se aplica à despesa.

III. O pagamento de um tributo municipal por um contribuinte, no exercício seguinte ao do respectivo fato gerador, será registrado como receita orçamentária no exercício de pagamento, devido ao regime de caixa, gerando uma baixa no direito registrado em conta do Ativo do Balanço Patrimonial.

Está correto apenas o que se afirma em

  • A.

    I.

  • B.

    II.

  • C.

    III.

  • D.

    I e II.

  • E.

    II e III.

Questão de Concurso - 1204625

Concurso Analista Jurídico 2018

Questão 36

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

NÃO é órgão da Justiça Eleitoral:

  • A.

    o Tribunal Superior Eleitoral.

  • B.

    o Tribunal Regional Eleitoral.

  • C.

    as Juntas Eleitorais.

  • D.

    os Ministros Eleitorais.

  • E.

    os Juízes Eleitorais.

Questão de Concurso - 1204630

Concurso Analista Jurídico 2018

Questão 37

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre propaganda eleitoral.


( ) A propaganda eleitoral será realizada sob a responsabilidade dos partidos, dos candidatos e tesoureiros de campanha, imputando-lhes solidariedade nos excessos praticados pelos seus filiados e adeptos.

( ) Não será tolerada propaganda que caluniar, difamar ou injuriar outros candidatos, salvo no exercício do direito de resposta do candidato que tenha sido vítima de calúnia, difamação ou injúria.

( ) A propaganda de candidatos a cargos eletivos somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição.

( ) É vedada, desde quarenta e oito horas antes até vinte e quatro horas depois da eleição, qualquer propaganda política mediante radiodifusão, televisão, comícios ou reuniões públicas.

( ) A realização de propaganda partidária ou eleitoral, em recinto aberto, depende de autorização da polícia militar.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é

  • A.

    V, V, F, F, V.

  • B.

    F, F, V, V, F.

  • C.

    F, F, V, F, V.

  • D.

    V, F, F, V, F.

  • E.

    F, V, V, F, F.

Questão de Concurso - 1203971

Concurso Contador 2018

Questão 1

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

AS QUESTÕES 01 A 05 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.


Adicto*

Fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavala res de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem- estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi- abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.



* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: < htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/ >. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Após a leitura atenta da crônica, é correto afirmar que

  • A.

    o texto é parte de um discurso argumentativo, em que o autor, por meio de um depoimento, expõe seu ponto de vista de forma reverenciosa.

  • B.

    o cronista, no título, projeta uma contradição acerca do que vai expor e, com isso, a ideia central se destaca na mensagem passada literalmente.

  • C.

    a primeira frase do texto contém uma expressão de sentido ambíguo, resultado de um cuidadoso planejamento do autor para obter a adesão do leitor.

  • D.

    o produtor do texto narra um episódio cotidiano de modo isento e imparcial, requisitos da linguagem própria do gênero textual crônica jornalística.

  • E.

    o autor do texto usa como recurso evidente para a progressão temática o estabelecimento de relações de condição entre as informações na defesa de seu ponto de vista.

Questão de Concurso - 1203972

Concurso Contador 2018

Questão 2

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

AS QUESTÕES 01 A 05 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.


Adicto*

Fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavala res de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem- estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi- abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.



* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: < htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/ >. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Toda língua se encontra em constante alteração, evolução e atualização, não sendo um sistema estático e fechado. O uso faz a regra e os falantes utilizam a língua de modo a suprir suas necessidades comunicativas, adaptando-a conforme suas intenções e necessidades.


A esse respeito, leia o texto escrito por Fraga e avalie as afirmações apresentadas sobre variação linguística.

I. Observa-se que, embora o texto se apresente em registro escrito, há ocorrências de características típicas da linguagem oral.

II. Ocorre um distanciamento entre autor e leitor, provocado pelo emprego de palavras com significados pouco conhecidos.

III. São amostras do português culto urbano a maneira de estruturar as frases, o vocabulário e, em algumas passagens, o significado das palavras.

IV. Verifica-se, na construção do texto, uma inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras e expressões como, por exemplo, “puizé” e “Vulgo ar”.

V. Identifica-se a variação situacional porque, de acordo com o contexto, há momentos em que é utilizado um registro formal e outros em que se usa o coloquialismo.

Está correto apenas o que se afirma em

  • A.

    I, III e V.

  • B.

    I, III e IV.

  • C.

    II, IV e V.

  • D.

    II, III e IV.

  • E.

    I, IV e V.

Questão de Concurso - 1203973

Concurso Contador 2018

Questão 3

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

AS QUESTÕES 01 A 05 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.


Adicto*

Fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavala res de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem- estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi- abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.



* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: < htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/ >. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Um texto sempre é construído com base na leitura de mundo do autor, ou seja, ao se reportar a outros textos, estabelece com eles uma relação direta ou indireta.


Com base na leitura do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.

( ) A criação da sigla AA (Aspiradores Anônimos) remete a uma bricolagem em relação ao texto-fonte, pois alude a uma irmandade que ajuda pessoas a se recuperarem do alcoolismo.

( ) A noção de dialogismo, pela presença de diferentes vozes no texto, está exemplificada em frases como «Usamos as narinas no piloto automático» e «Acho que o ar não será criminalizado».

( ) A menção ao “Livro Guinness” é um exemplo de intertextualidade explícita, que, no texto em questão, tem como objetivo conferir atenção não só à informação, mas também à sua fonte.

( ) O uso adequado de signos verbais e não verbais nesse tipo de texto permite que se elimine um dos códigos, porque as informações são fornecidas pelo outro e há dissintonia dialógica entre eles.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é

  • A.

    F, V, V, F.

  • B.

    F, V, F, F.

  • C.

    V, V, F, V.

  • D.

    V, F, V, F.

  • E.

    F, F, V, V.

Questão de Concurso - 1203974

Concurso Contador 2018

Questão 4

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

AS QUESTÕES 01 A 05 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.


Adicto*

Fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavala res de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem- estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi- abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.



* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: < htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/ >. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Quando lemos um texto, é possível determinar funções da linguagem com base nas características do discurso e nas intenções do locutor. Nesse sentido, a linguagem desempenha uma, outra ou várias funções, de acordo com o elemento de comunicação posto em foco pelo produtor do texto.


Considere esse princípio e identifique corretamente qual a função da linguagem predominante na crônica.

  • A.

    Poética, pois existe um cronista que busca informar sobre sua maneira de lidar com os problemas advindos do ar contaminado.

  • B.

    Fática, uma vez que se centra na expressão dos sentimentos, emoções e opiniões do autor, sendo um texto muito pessoal e subjetivo.

  • C.

    Conativa, visto que o locutário (receptor) é o foco, pois o locutor busca convencê-lo dos males que afetam sua saúde e seu bem-estar.

  • D.

    Metalinguística, já que há um trabalho sugestivo com a sonoridade e as imagens das palavras utilizadas e com a maneira como estão dispostas no papel.

  • E.

    Expressiva, porque o produtor do texto, ao transmitir uma informação objetiva da realidade, coloca em evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensagem se refere.

Questão de Concurso - 1203975

Concurso Contador 2018

Questão 5

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

AS QUESTÕES 01 A 05 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.


Adicto*

Fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavala res de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem- estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi- abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.



* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: < htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/ >. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, está correto o que se afirma em

  • A.

    Na frase “Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora”, a expressão sublinhada possui hífen.

  • B.

    Na estrutura frasal “Puizé, aspiro ar desde bebê”, está prevista a dupla grafia para a palavra “bebê”, que recebe o acento circunflexo no Brasil e o acento agudo em Portugal.

  • C.

    Na sentença “Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar”, o termo em destaque está grafado corretamente.

  • D.

    No período “... permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades”, o termo “sem ar” teve sua grafia alterada e deveria ser escrito com hífen.

  • E.

    Em “Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico, a expressão em destaque deve ser hifenizada, pois as palavras que a constituem são compostas por aglutinação.

Questão de Concurso - 1205003

Concurso Motorista 2018

Questão 1

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Médio

As questões 01 a 03 se referem ao texto a seguir.


QUATRO CAUSAS DO AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL NO MUNDO

E como combatê-las, segundo a Organização Mundial da Saúde

Fast- food – A indústria de alimentos processados e as redes de fast-food facilitaram a vida das famílias, mas acresceram à dieta itens com mais açúcar, o que contribui para o ganho de peso. Por isso, a OMS projeta que, até 2022, o número de crianças obesas no mundo deve ultrapassar o de crianças abaixo do peso. Para melhorar esse quadro, o órgão lançou um plano de combate à obesidade que prevê, entre outras coisas, o aumento de impostos sobre produtos açucarados e a restrição a alimentos industrializados nas escolas.
Processados – Os alimentos naturais ocupam menos espaço que os industrializados em gôndolas de supermercados e, muitas vezes, custam mais. Isso induz as famílias a dar preferência aos processados, com menos nutrientes e mais calorias. A OMS recomenda aos governos que melhorem o acesso da população à comida saudável. Para isso, propõe, por exemplo, o incentivo à criação de hortas urbanas.
Sedentarismo – Crianças que convivem com adultos sedentários têm probabilidade maior de não gostar de praticar esportes. A OMS sugere às escolas que promovam atividades físicas para as crianças e orientem os pais dos alunos sobre o peso ideal de seus filhos.
Propaganda – A indústria de alimentos infantis não saudáveis movimentou o marketing na década de 60, mas passou a sofrer limitações a partir dos anos 2000 na Europa. A OMS orienta os demais governos para adotar limites à publicidade de alimentos com alto teor de açúcar e fiscalizar a eficácia da restrição.

(Veja. São Paulo: Abril, edição 2553, ano 50. n. 43, 25 out. 2017, p. 23.)

Após a leitura atenta do texto, é correto afirmar que ele

  • A.

    ressalta o índice de que crianças abaixo do peso é um problema igual ao de crianças obesas.

  • B.

    aponta o risco de propagandas incentivarem o consumo de alimentos industrializados ricos em açúcar.

  • C.

    orienta os pais a não serem sedentários e a praticarem esportes com seus filhos em qualquer estabelecimento.

  • D.

    destaca o espaço menor que os alimentos naturais ocupam no supermercado porque eles estragam com mais facilidade.

  • E.

    registra a necessidade de se combater a obesidade nas famílias, sem, contudo, indicar caminhos para resolver essa questão.

Questão de Concurso - 1205004

Concurso Motorista 2018

Questão 2

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Médio

As questões 01 a 03 se referem ao texto a seguir.


QUATRO CAUSAS DO AUMENTO DA OBESIDADE INFANTIL NO MUNDO

E como combatê-las, segundo a Organização Mundial da Saúde

Fast- food – A indústria de alimentos processados e as redes de fast-food facilitaram a vida das famílias, mas acresceram à dieta itens com mais açúcar, o que contribui para o ganho de peso. Por isso, a OMS projeta que, até 2022, o número de crianças obesas no mundo deve ultrapassar o de crianças abaixo do peso. Para melhorar esse quadro, o órgão lançou um plano de combate à obesidade que prevê, entre outras coisas, o aumento de impostos sobre produtos açucarados e a restrição a alimentos industrializados nas escolas.
Processados – Os alimentos naturais ocupam menos espaço que os industrializados em gôndolas de supermercados e, muitas vezes, custam mais. Isso induz as famílias a dar preferência aos processados, com menos nutrientes e mais calorias. A OMS recomenda aos governos que melhorem o acesso da população à comida saudável. Para isso, propõe, por exemplo, o incentivo à criação de hortas urbanas.
Sedentarismo – Crianças que convivem com adultos sedentários têm probabilidade maior de não gostar de praticar esportes. A OMS sugere às escolas que promovam atividades físicas para as crianças e orientem os pais dos alunos sobre o peso ideal de seus filhos.
Propaganda – A indústria de alimentos infantis não saudáveis movimentou o marketing na década de 60, mas passou a sofrer limitações a partir dos anos 2000 na Europa. A OMS orienta os demais governos para adotar limites à publicidade de alimentos com alto teor de açúcar e fiscalizar a eficácia da restrição.

(Veja. São Paulo: Abril, edição 2553, ano 50. n. 43, 25 out. 2017, p. 23.)

Segundo as regras de acentuação, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.


( ) A palavra “órgão” é uma oxítona, porque o til indica a tonicidade da sílaba no lugar do acento agudo.

( ) O til da palavra oxítona “propõe” é indicativo de sílaba tônica, além de ser um sinal gráfico auxiliar de escrita.

( ) A palavra “combatê-la” é composta e, por isso, o seu acento indica a classificação da paroxítona terminada em “A”.

( ) O acento agudo na penúltima sílaba da palavra “saudável” se justifica por ser uma paroxítona terminada em “L”.

( ) A palavra “açúcar” é uma oxítona porque a última sílaba é tônica, ou seja, a que é pronunciada com mais força, além de terminar em “R”.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é

  • A.

    V, F, F, F, V.

  • B.

    V, F, V, V, F.

  • C.

    F, V, V, F, V.

  • D.

    F, V, F, V, F.

  • E.

    V, F, V, F, V.