De acordo com o Caso
Clínico abaixo
responda
as questões 37, 38 e 39.
Bety é uma
menina de oito anos, que cursa
a terceira
série do ensino fundamental. No discurso
de sua
mãe Rose, Bety é muito nervosa, chora por
qualquer
motivo, não pode ser contrariada e rói as
unhas dos
pés e das mãos até sangrar. Rose relata
que a
gravidez de Bety foi complicada, pois ela
sangrava
muito. Conta que a filha tem vergonha de
ir pra
escola, pois se acha feia e gorda. Um
sentimento de
culpa é gerado por Bety, que não sabe mais
o que
fazer para ficar bonita. Quando retorna da
escola vai
para o quarto chorar e em seguida uma
vontade de
comer. Seu pai, Ronaldo, reside em outra
cidade. No
discurso de Rose, este pai não se faz
presente na
vida da filha, chegando a ficar um ano sem
ver a
menina. Quando diz que vai buscá-la, a
filha se
arruma, fica esperando, e o pai não
aparece. A
separação do casal aconteceu quando Bety
tinha
dois anos e foi um pouco conturbada, pois
eles
brigavam muito. No discurso da avó
Catharina,
aparecem questões que nos ajudam no
desenrolar
do caso. A avó, que em alguns atendimentos
“invadiu" a sala, demonstra preocupação e,
muitas
vezes, desespero. Catharina diz ver Bety
como sua
filha.
No transcorrer dos
atendimentos clínicos
com Bety,
foram se desenrolando os nós em que a
mesma se encontrava e que também se
encontravam os
sujeitos que a rodeavam. Já nas primeiras
entrevistas, ficou claro que o conflito da
trama
edípica não se desfez. O que aparece como
manifestação de angústia em Bety
apresenta-se
como uma tentativa de denunciar o Outro
(função
materna exercida pela avó) pelo medo
aterrorizante
em ficar sozinha e perdê-la.