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Na clínica da perinatalidade é indicado que a equipe multiprofissional incentive a presença dos pais e familiares diante do recém-nascido, principalmente nas situações em que os bebês necessitam de uma internação mais prolongada. Qual das alternativas abaixo explicita corretamente o modo de favorecer essa presença na clínica com bebês, segundo a concepção de M. C. Laznik?
A equipe multiprofissional que lida com a primeira infância pode atuar nas diversas etapas do desenvolvimento infantil no que concerne à presença dos pais e familiares. Nesse sentido, a condição mais importante para a sequência do tratamento é a aceitação dos pais, independente da fase em que a intervenção é realizada.
Há uma diferença fundamental entre as concepções de olhar e de visão com relação à noção de presença. O olhar define-se pela função fisiológica do órgão responsável pelo ver, no caso os olhos, os globos oculares. Já a ideia de uma unidade de eu e de um corpo são produzidos pelo que Laznik chama de visão, que marcaria a experiência de uma presença que está relacionada ao ser olhado.
A presença dos familiares pode se dar através de uma certa posição destes que permite uma ilusão antecipadora. Esta presença, não apenas física, mas que depende do olhar e da palavra dirigidos ao bebê, permite que este possa vir a tornar-se sujeito, mediante um sentimento de unidade que constitui uma imagem de corpo, de um todo e não de estilhaçamento, tornando-o capaz de tecer relações imaginárias com seus pares.
Os bebês, principalmente recém-nascidos e os prematuros possuem uma baixa acuidade para a percepção da presença dos pais e familiares e suas reações sensitivas são, na maior parte das vezes, respostas reflexas e fisiológicas. Por essa razão é preciso que as intervenções do psicólogo com o bebê, seus pais e familiares sejam iniciadas mais tardiamente, após a maturação fisiológica do aparelho perceptivo do bebê.