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Ao se analisar um conjunto de novos encontros promovidos pela entrada dos psicólogos no SUS, identificam-se algumas diferenças entre as práticas desenvolvidas em consultórios particulares e as desenvolvidas na saúde pública. Aponte a alternativa que menos se enquadra nessas diferenças.
As práticas clínicas, até então, foram direcionadas aos padrões de classe média, que tem servido de base para a padronização de seus instrumentos, métodos e técnicas, linguagens e valores em geral. Temos, portanto, uma situação de endogamia social, na qual terapeuta e paciente oriundos da mesma classe social permanecem cegos para as determinações sociais de tal prática.
Outra diferenciação foi o encontro com a condição de trabalho assalariado estatal e as vicissitudes que isso acarreta em termos de regulação, horário de trabalho, hierarquias, prestação de contas, avaliação de produtividade, etc.
Há o encontro com outros saberes/ fazeres mais antigos na saúde pública, cujo trabalho estabelece uma interdependência com a qual o psicólogo, até então senhor de si numa atuação solitária, deve interagir.
Ao saírem da relação forjada na clínica particular e enfrentarem a rede complexa de normas institucionais, os psicólogos estabelecem, em seu contexto de trabalho, a priorização do seu núcleo de saber.
A reprodução do modelo privado de atendimento, até então prática tão frequente na área da saúde, começou a se tornar insustentável, demandando o desenvolvimento de uma articulação necessária entre a prática clínica e o contexto mais ampliado da saúde coletiva.