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Segundo Carvalho & Buss (2012, p. 134-125), dados do...

Segundo Carvalho & Buss (2012, p. 134-125), dados do relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) de 2006, mostram que, em 2000 a taxa de mortalidade em menores de cinco anos entre filhos de mulheres com até três anos de estudo era de 49,3 por mil nascidos vivos, quase 2,5 vezes maior que entre os filhos de mães com oito anos ou mais de estudo.


CARVALHO A. I. & BUSS, P. M. Determinantes Sociais na Saúde, na Doença e na Intervenção. In: Lígia Giovanella et al (orgs.). Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2017.


Esses dados mostram que a educação, medida em anos de estudo, é um importante fator de iniquidades em saúde. Considerando a discussão sobre as desigualdades em saúde, é correto afirmar que


A

os avanços sanitários ocultam enormes desigualdades nas médias que se apresentam no comparativo de dados entre as regiões brasileiras, principalmente, quando comparadas às regiões Sul e Sudeste.


B

as iniquidades em saúde entre grupos e indivíduos são aquelas desigualdades que, além de sistemáticas, relevantes e injustas, são inevitáveis.


C

o reconhecimento dos principais determinantes das desigualdades se deu desde meados do século XIX, não tendo se avançado, desde então, em termos de modelos explicativos e de hierarquização desses determinantes.


D

quando comparados dados de diferentes países, há uma correlação constante entre Produto Interno Bruto e indicadores de saúde.


E

a partir do debate sobre as desigualdades sociais, o entendimento sobre a pobreza tem mudado incluindo variáveis relativas à participação política e cívica, ao nível de capital social e à vulnerabilidade, como aspectos importantes na compreensão da pobreza.