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Segundo Volich, é impossível estabelecer uma causalidade unívoca, emocional, orgânica ou exógena para a compreensão da dinâmica do adoecer. Perde sentido a distinção entre distúrbio funcional e lesional como critério para discriminar entre sintomas conversivos, distúrbios orgânicos “verdadeiros” e as doenças ditas “psicossomáticas”. Em relação a isso, assinale a alternativa incorreta.
Qualquer sintoma, mental, comportamental ou somático, é, antes de tudo, uma manifestação do sofrimento do sujeito, uma demanda oriunda das marcas de seu desamparo.
Independentemente de sua etiologia ou de sua forma, o sintoma e a doença são por eles mesmos perturbadores do equilíbrio da economia psicossomática, pela ameaça que eles representam para a integridade do indivíduo.
Percebemos quão problemático é sustentar a existência de limites rígidos entre o normal e o patológico, uma vez que ambos se mesclam com vista a atingir a cada momento o equilíbrio psicossomático e a assegurar a vida do indivíduo.
Assim como fatores emocionais e fisiológicos interagem na dinâmica etiológica, essa mesma dinâmica pode desencadear inicialmente um sintoma funcional que posteriormente evolui para uma verdadeira lesão.
Uma reação “normal" não apresenta componentes desviantes ou desorganizados, mas toda patologia é composta de um mínimo de organização, para que a sobrevivência do sujeito ainda seja possível.