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Minayo (2006), ao propor um quadro interpretativo da violência, sob a ótica do setor saúde, relata que “(...) do ponto de vista operacional, o setor saúde trabalha com classificações, tipologias e estratégias de abordagem” (p. 80). Sobre esse quadro interpretativo da violência, é correto afirmar que
As violências interpessoais são aquelas que se dão em dois âmbitos: intrafamiliar e comunitário. A violência intrafamiliar se restringe às relações que ocorrem no ambiente doméstico.
As violências autoinfligidas incluem apenas os comportamentos suicidas − suicídio, ideação suicida, tentativas de suicídio.
Há uma violência que a autora acrescenta à classificação criada pelo Relatório da OMS (2002): violência estrutural. Refere-se aos processos sociais, políticos e econômicos que reproduzem e “cronificam” a fome, a miséria e as desigualdades social, de gênero, de etnia e mantêm o domínio adultocêntrico sobre crianças e adolescentes.
Violência coletiva não contempla ataques econômicos entre grupos e ações, motivados por intenções e interesses de dominação. É apenas entendida como atos violentos que acontecem nos âmbitos macrossocias e políticos.
A violência estrutural no Brasil é particularmente atualizada e reproduzida pelo Estado, mas não pelas instituições públicas de prestação de serviços.