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A ausência de remorso, baixa empatia, impulsividade, busca por estimulação, bem como maior dominância social expressada na capacidade de manipular outros indivíduos consistem nas características relacionadas aos traços de personalidade inerentes à psicopatia. Estudos contemporâneos destacam a importância de serem considerados aspectos etiológicos e neurocognitivos. Sobre os aspectos neurocognitivos, assinale a afirmativa correta.
As estruturas subcorticais que se mostram disfuncionais na psicopatia são exatamente aquelas que inviabilizam um processamento mais lento, ainda que ponderado das informações sociais.
Em psicopatia pressupõe-se que o córtex orbital em interface com a ínsula, diferentemente das demais pessoas, pode estar menos ou nada envolvido no mapeamento de experiências desagradáveis.
Psicopatas apresentam deficits de cognição social discretos para a identificação e/ou reconhecimento facial, embora possuam bom desempenho na inferência de estados mentais de outras pessoas.
O modelo proposto por Blair para inferência das estruturas cerebrais relacionadas às causas e sintomas da psicopatia destaca o sistema límbico e respectivas estruturas envolvidas para usar a informação emocional.
O modelo apresentado por Blair e Kiehl enfatiza as disfunções amigdalares, pois, em psicopatas, há, entre seus sintomas, a incapacidade de formar associações entre as informações ambientais e as do próprio repertório emocional.