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O delirium corresponde a uma disfunção neurológica aguda caracterizada por alterações transitórias da consciência e da cognição observada com frequência em pacientes internados. Sobre o manejo destes casos, é correto afirmar que:
pacientes que desenvolvem delirium costumam apresentar piores resultados na evolução, o que contribui para o aumento do tempo de hospitalização, maior risco de ocorrência de eventos adversos, a exemplo de complicações respiratórias e neurológicas, além de maior mortalidade.
Delirium é um quadro predominantemente evidenciado na UTI devido as condições do ambiente, sendo os principais fatores responsáveis pela manifestação do quadro os ruídos de equipamentos, temperatura, pouca possibilidade de diferenciar o dia da noite, o que exige do psicólogo intensivista o conhecimento sobre as medidas de prevenção e manejo desta condição.
o Delirium é uma condição reversível, e pode ser facilmente identificado pela equipe de saúde devido às alterações evidentes com a agitação psicomotora e alterações do pensamento e do comportamento do paciente, que a família notadamente consegue descrever como estranho ao habitual.
estes quadros são característicos e mais frequentes em pacientes que estão em fase final de vida, sendo geralmente indicação de sedação paliativa quando os sintomas são refratários.
os quadros de Delirium são uma urgência psicológica, sendo necessária avaliação de profissional psicólogo para definição do diagnóstico diferencial entre outros quadros que podem gerar confusão, como demência, depressão e/ou psicoses pelas manifestações semelhantes.