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A psicologia social no Brasil passou por um momento de crise na década de 1970, que levou a uma série de críticas aos paradigmas dominantes na época. Estas críticas apontavam, entre outros fatores, para:
A neutralidade e a objetividade da ciência psicológica, que negavam o compromisso ético e político dos pesquisadores com a transformação social.
A artificialidade dos métodos experimentais de laboratório que não davam conta da complexidade e da diversidade da realidade social brasileira.
O etnocentrismo das teorias importadas dos Estados Unidos e da Europa que ignoravam as especificidades culturais e históricas do contexto nacional.
O processo de individualização e a psicologização dos fenômenos sociais, desconsiderando as determinações estruturais e as relações de poder que afetavam os sujeitos.