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A equipe da abordagem à população em situação de rua da Assistência Social ligou para a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) pedindo avaliação de um usuário desconhecido, deitado, há alguns dias, em uma rua próxima à UBS. A profissional da UBS informou que a Atenção Básica é responsável apenas pelas pessoas adstritas e orientou que procurassem a equipe do Consultório na Rua (CNR). Acionada, ao chegar ao local, a equipe do CNR encontrou o usuário confuso, com higiene precária e com sinais de pneumonia. Ele foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas a equipe desse serviço se recusou a atendê-lo, pois ele não tinha documentos que comprovassem o seu domicílio ou seu cadastro no Sistema Único de Saúde. A equipe do CNR se responsabilizou pelo usuário, conseguindo que ele fosse avaliado, medicado e internado. Diariamente, a equipe do CNR visitou o paciente, que teve seu estado físico e mental melhorado, o que permitiu sua identificação. O seu primeiro nome era Douglas e tinha 38 anos. Durante o acompanhamento após a alta, Douglas relatou que retomou o uso diário de bebida alcoólica e que não pretendia cessá-lo. A equipe continuou o acompanhamento, realizou escuta ativa e apresentou orientações sobre locais na cidade que oferecem alimentação e água potável, bem como explicou a importância da hidratação e da alimentação para a saúde. Considerando os fundamentos do cuidado à saúde junto à população em situação de rua, assinale a alternativa correta.
A conduta da profissional da UBS é correta, uma vez que a adstrição e o cuidado longitudinal dos usuários são fundamentos da AB. O cuidado especializado, como exigido no caso, é de responsabilidade da Atenção Secundária.
A equipe da UPA agiu corretamente ao exigir a corresponsabilização da equipe do CNR, uma vez que é vedado o atendimento nos serviços públicos de saúde à pessoa sem documentos que comprovem o seu domicílio.
Como no caso descrito, o consumo de drogas está inserido no cotidiano de grande parte das pessoas que estão em situação de rua. Nesse contexto, as estratégias de redução de danos tornam-se uma importante ferramenta para enriquecer o cuidado das equipes que trabalham com essa população.
Em função da prevalência do uso de substâncias psicoativas pela população em situação de rua, a equipe do Consultório na Rua é considerada uma equipe especializada da Atenção Secundária, diretamente vinculada ao Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas (CAPS AD).
A população em situação de rua apresenta especificidades, como a ausência de documentos ou de cadastro no SUS, que justificam o CNR como a Porta de Entrada exclusiva aos serviços de saúde.